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http://hdl.handle.net/123456789/10352| Título: | Enfermagem e violência obstétrica: Estratégias para a humanização do parto |
| Título(s) alternativo(s): | Nursing and obstetric violence: Strategies for humanizing childbirth. |
| Autor(es): | LEITE, Ana Vitória Ferreira Costa |
| Palavras-chave: | violência obstétrica; percepção; saúde da mulher; parto humanizado; Enfermagem obstétrica; obstetric violence; perception; women's health; humanized childbirth; Obstetric nursing. |
| Data do documento: | 16-Jan-2026 |
| Editor: | Universidade Federal do Maranhão |
| Resumo: | RESUMO: Introdução: A violência obstétrica (VO) no Brasil representa um grave problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos, caracterizada pela apropriação do corpo feminino e pela imposição de rotinas tecnocráticas que desumanizam o parto. Objetivo: Analisar a percepção das mulheres sobre a violência obstétrica vivenciada durante o ciclo gravídico puerperal no Brasil, identificando as formas de manifestação e os fatores que influenciam o seu reconhecimento. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa, do tipo revisão bibliográfica. A coleta de dados ocorreu nas bases PubMed, SciELO, BVS e Google Acadêmico, abrangendo publicações entre 2016 e 2025. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 10 artigos principais para análise. Resultados: Evidenciou se uma discrepância significativa entre a alta ocorrência de práticas abusivas e a baixa autopercepção das mulheres como vítimas. A naturalização do sofrimento, a desinformação no pré-natal e a vulnerabilidade social e racial dificultam o reconhecimento da violência. As formas mais percebidas incluem agressões verbais, intervenções físicas não consentidas (como a manobra de Kristeller e episiotomia) e a violência institucional pela negação do direito ao acompanhante. Conclusão: A percepção da violência obstétrica é obscurecida pela cultura do desfecho positivo e pela assimetria de poder na relação equipe-paciente. Conclui-se que é urgente a reestruturação da assistência pré-natal com foco na educação em saúde e no empoderamento feminino para romper o ciclo de silenciamento e garantir a dignidade no nascimento.___ABSTRACT: Introduction: Obstetric violence (OV) in Brazil represents a serious public health problem and a violation of human rights, characterized by the appropriation of the female body and the imposition of technocratic routines that dehumanize childbirth. Objective: To analyze women's perception of obstetric violence experienced during the pregnancy-puerperal cycle in Brazil, identifying the forms of manifestation and the factors that influence its recognition. Methodology: This is a descriptive, qualitative research, of the bibliographic review type. Data collection took place in the PubMed, SciELO, BVS, and Google Scholar databases, covering publications between 2016 and 2025. After applying eligibility criteria, 12 main articles were selected for analysis. Results: A significant discrepancy was evidenced between the high occurrence of abusive practices and women's low self-perception as victims. The naturalization of suffering, misinformation during prenatal care, and social and racial vulnerability hinder the recognition of violence. The most perceived forms include verbal aggression, non-consented physical interventions (such as the Kristeller maneuver and episiotomy), and institutional violence through the denial of the right to a companion. Conclusion: The perception of obstetric violence is obscured by the culture of the positive outcome and the asymmetry of power in the doctor-patient relationship. It is concluded that restructuring prenatal care with a focus on health education and female empowerment is urgent to break the cycle of silencing and guarantee dignity in childbirth. |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/10352 |
| Aparece nas coleções: | TCC do Curso de Graduação em Enfermagem do Campus de Pinheiro |
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| Ana_Vitória_Leite.pdf | Trabalho de Conclusão de Curso | 814,45 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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