Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10398
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dc.contributor.authorFERREIRA, Elizabeth dos Santos-
dc.date.accessioned2026-02-19T18:40:39Z-
dc.date.available2026-02-19T18:40:39Z-
dc.date.issued2026-01-15-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/123456789/10398-
dc.description.abstractRESUMO: Introdução: A hanseníase é uma doença crônica e infectocontagiosa que, embora tratável e passível de cura, permanece como relevante desafio de saúde pública no Brasil, excepcionalmente no estado do Maranhão, considerado hiperendêmico. Objetivos: Analisar a tendência temporal da hanseníase em idosos no estado do Maranhão, no período de 2015 a 2024. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico conduzido a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram selecionados e analisadas variáveis sociodemográficas e clínicas, realizado o cálculo das taxas de detecção e análise por meio do modelo de regressão de Prais-Winsten para estimar a tendência temporal. Resultados: Durante o período analisado, foram notificados 8.693 casos, concentrando no ano de 2017 a maior taxa de detecção. Houve predominância dos casos no sexo masculino, pardos, com baixa escolaridade e idade entre 60 a 69 anos. No âmbito clínico, a maioria dos casos novos pertenciam às formas multibacilares e dimorfas com grau 0 e grau 1 de incapacidade física, alertando para atrasos no diagnóstico, manutenção ativa da cadeia de transmissão da doença e maiores riscos de incapacidades permanentes para o grupo. Contudo, observou-se decréscimo significativo da taxa de variação anual da hanseníase no Maranhão (APC =-12,97%); comportamento que foi heterogêneo entre as regiões de saúde, com parcela expressiva mantendo padrão estacionário. Ademais, a tendência decrescente pode estar parcialmente relacionada aos impactos da pandemia da COVID-19 sobre a vigilância na notificação dos casos, não representando, necessariamente, diminuição sustentada da transmissão. Conclusão: Os achados deste estudo possibilitaram a compreensão dos padrões epidemiológicos e das tendências temporais da hanseníase, evidenciando sua persistência histórica no estado e apontando fragilidades na detecção precoce, na vigilância epidemiológica e no acesso aos serviços de saúde. Ademais, os resultados reforçam a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância e da realização de investigações contínuas no período pós-pandemia, a fim de subsidiar estratégias mais efetivas de controle e prevenção da doença.__ABSTRACT Introduction: Leprosy is a chronic and infectious disease that, although treatable and curable, remains a significant public health challenge in Brazil, particularly in the state of Maranhão, which is considered hyperendemic. Objectives: To analyze the temporal trend of leprosy in elderly individuals in the state of Maranhão from 2015 to 2024. Methodology: This is an ecological study conducted using secondary data from the Notifiable Diseases Information System (SINAN). Sociodemographic and clinical variables were selected and analyzed, detection rates were calculated, and the temporal trend was estimated using the Prais-Winsten regression model. Results: During the analyzed period, 8,693 cases were reported, with the highest detection rate concentrated in 2017. Cases were predominantly found in males, of mixed race, with low levels of education, and aged between 60 and 69 years. In the clinical context, most new cases belonged to multibacillary and dimorphic forms with grade 0 and grade 1 physical disability, highlighting delays in diagnosis, active maintenance of the disease transmission chain, and higher risks of permanent disabilities for the group. However, a significant decrease in the annual variation rate of leprosy in Maranhão was observed (APC = -12.97%) a behavior that was heterogeneous among health regions, with a significant portion maintaining a stationary pattern. Furthermore, the decreasing trend may be partially related to the impacts of the COVID-19 pandemic on surveillance in case notification, not necessarily representing a sustained decrease in transmission. Conclusion: The findings of this study allowed for an understanding of the epidemiological patterns and temporal trends of leprosy, evidencing its historical persistence in the state and pointing to weaknesses in early detection, epidemiological surveillance, and access to health services. Furthermore, the results reinforce the need to strengthen surveillance actions and conduct continuous investigations in the post- pandemic period, in order to support more effective strategies for disease control and prevention.pt_BR
dc.language.isootherpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Maranhãopt_BR
dc.subjecthanseníase;pt_BR
dc.subjectidosos;pt_BR
dc.subjectperfil epidemiológico;pt_BR
dc.subjectanálise temporal;pt_BR
dc.subjectMaranhão;pt_BR
dc.subjectleprosy;pt_BR
dc.subjectelderly;pt_BR
dc.subjectepidemiological profile;pt_BR
dc.subjecttemporal analysis.pt_BR
dc.titleHanseníase em idosos no Maranhão: perfil epidemiológico e análise temporal de uma décadapt_BR
dc.title.alternativeLeprosy in elderly people in Maranhão: epidemiological profile and temporal analysis of a decade.pt_BR
dc.typeOtherpt_BR
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