Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10403
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dc.contributor.authorTEIXEIRA, Keule Pimenta-
dc.date.accessioned2026-02-19T19:28:31Z-
dc.date.available2026-02-19T19:28:31Z-
dc.date.issued2025-12-19-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/123456789/10403-
dc.description.abstractRESUMO: Introdução: A depressão pós-parto (DPP) é um transtorno mental de relevância clínica e social, caracterizado por alterações de humor, sono e apetite, comprometimento do vínculo mãe-filho e impacto familiar. Estima-se que afete entre 10% e 20% das puérperas, configurando problema de saúde pública, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. O período perinatal envolve intensas mudanças hormonais, emocionais e sociais, tornando a mulher suscetível a quadros depressivos. Nesse cenário, a atuação do enfermeiro é estratégica, por meio darealização de acolhimento, triagem precoce, educação em saúde e suporte emocional contínuo. Objetivo: Investigar, por meio de revisão integrativa da literatura, as estratégias de atuação do enfermeiro na promoção da saúde mental e prevenção da DPP em contextos de atenção básica e hospitalar. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, conduzida conforme seis etapas metodológicas: formulação da questão norteadora com base na estratégia PICo; definição dos critérios de inclusão e exclusão; busca dos estudos em bases de dados científicas (PubMed/Medline, Scientific Electronic Library Online – SciELO e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS), acessadas por meio de portais e plataformas de busca da literatura científica (Biblioteca Virtual em Saúde – BVS, Semantic Scholar, Consensus e Scispace), utilizando descritores em português e inglês; seleção e análise crítica dos estudos incluídos; e síntese interpretativa dos dados. Resultados: Foram identificados 858 artigos e após aplicação dos critérios, a mostra final foi composta por 57 artigos publicados entre 2020 e 2025, nacionais e internacionais, com abordagens qualitativas e quantitativas, que abordaram intervenções de enfermagem voltadas à saúde mental materna. Os enfermeiros desempenham papel central na triagem precoce da DPP, utilizando instrumentos padronizados como a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS), protocolos clínicos e entrevistas estruturadas. Programas educativos, rodas de conversa, escuta ativa e orientações individualizadas mostraram-se eficazes na prevenção do adoecimento psíquico, promovendo empoderamento materno e fortalecimento do vínculo familiar. Tecnologias digitais, como aplicativos de monitoramento emocional, plataformas de tele enfermagem e sistemas de acompanhamento remoto, ampliam o acesso ao cuidado e favorecem o rastreio precoce e suporte contínuo. Entre os desafios estão escassez de recursos humanos, sobrecarga de trabalho, lacunas na formação profissional, barreiras socioculturais e insuficiente integração entre atenção básica, serviços especializados e políticas públicas. Conclusão: A atuação do enfermeiro é estratégica, integrando práticas educativas, humanizadas e tecnológicas que fortalecem o vínculo materno, promovem empoderamento e reduzem o estigma dos transtornos mentais. Recomenda-se o fortalecimento das políticas públicas, ampliação da capacitação profissional, integração das redes de atenção e incentivo à incorporação de tecnologias digitais, garantindo cuidado contínuo, humanizado e baseado em evidências. Pesquisas futuras devem explorar a percepção das puérperas e a efetividade das intervenções em contextos brasileiros, aprimorando a qualidade do cuidado integral à saúde materna.___ABSTRACT: Introduction: Postpartum depression (PPD) is a mental disorder of clinical and social relevance, characterized by changes in mood, sleep, and appetite, compromised mother-child bonding, and family impact. It is estimated to affect between 10% and 20% of postpartum women, constituting a public health problem, especially in contexts of social vulnerability. The perinatal period involves intense hormonal, emotional, and social changes, making women susceptible to depression. In this scenario, the role of nurses is strategic, through welcoming, early screening, health education, and continuous emotional support. Objective: To investigate, through an integrative literature review, the strategies used by nurses to promote mental health and prevent PPD in primary care and hospital settings. Methodology: This is a narrative review of the literature, conducted according to six methodological steps: formulation of the guiding question based on the PICo strategy; definition of inclusion and exclusion criteria; search for studies in scientific databases (PubMed/Medline, Scientific Electronic Library Online – SciELO, and Latin American and Caribbean Health Sciences Literature – LILACS), accessed through scientific literature search portals and platforms (Virtual Health Library – VHL, Semantic Scholar, Consensus, and Scispace), using descriptors in Portuguese and English; selection and critical analysis of the included studies; and interpretive synthesis of the data. Results: A total of 858 articles were identified, and after applying the criteria, the final sample consisted of 57 articles published between 2020 and 2025, both national and international, with qualitative and quantitative approaches, which addressed nursing interventions focused on maternal mental health. Nurses play a central role in the early screening of PPD, using standardized instruments such as the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS), clinical protocols, and structured interviews. Educational programs, conversation circles, active listening, and individualized guidance have proven effective in preventing mental illness, promoting maternal empowerment, and strengthening family bonds. Digital technologies, such as emotional monitoring applications, tele-nursing platforms, and remote monitoring systems, expand access to care and facilitate early screening and continuous support. Challenges include a shortage of human resources, work overload, gaps in professional training, sociocultural barriers, and insufficient integration between primary care, specialized services, and public policies. Conclusion: Nurses play a strategic role, integrating educational, humanized, and technological practices that strengthen the maternal bond, promote empowerment, and reduce the stigma of mental disorders. It is recommended to strengthen public policies, expand professional training, integrate care networks, and encourage the incorporation of digital technologies, ensuring continuous, humanized, and evidence-based care. Future research should explore the perception of postpartum women and the effectiveness of interventions in Brazilian contexts, improving the quality of comprehensive maternal health care.pt_BR
dc.language.isootherpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Maranhãopt_BR
dc.subjectdepressão pós-parto;pt_BR
dc.subjectEnfermagem.pt_BR
dc.subjectsaúde mental materna;pt_BR
dc.subjecttriagem precoce;pt_BR
dc.subjectpromoção da saúde;pt_BR
dc.subjectpostpartum depression;pt_BR
dc.subjectNursing;pt_BR
dc.subjectmaternal mental health;pt_BR
dc.subjectearly screening;pt_BR
dc.subjecthealth promotion.pt_BR
dc.titleO papel do enfermeiro na promoção da saúde mental e prevenção da depressão pós-parto: estratégias de atuação na atenção básica e hospitalarpt_BR
dc.title.alternativeThe role of nurses in promoting mental health and preventing postpartum depression: strategies for intervention in primary and hospital care.pt_BR
dc.typeOtherpt_BR
Aparece nas coleções:TCC do Curso de Graduação em Enfermagem do Campus de Pinheiro

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