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Título: INDICADORES DE PROVÁVEL INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL E FATORES ASSOCIADOS ENTRE BRASILEIROS PARTICIPANTES DO ESTUDO ELSI-BRASIL
Título(s) alternativo(s): Indicators of Probable Food and Nutritional Insecurity and Associated Factors Among Brazilians Participants in the ELSI-Brazil Study
Autor(es): SILVA, Luis Carlos Costa da
Palavras-chave: Insegurança alimentar;
Food insecurity;
Envelhecimento;
Aging;
Determinantes sociais da saúde;
Social determinants of health;
Estado nutricional
Nutritional status
Data do documento: 15-Dez-2025
Editor: UFMA
Resumo: A insegurança alimentar constitui um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente entre pessoas com 50 anos ou mais. Este estudo teve como objetivo estimar a prevalência de insegurança alimentar e identificar fatores sociodemográficos, econômicos e antropométricos associados em adultos e idosos brasileiros. Trata-se de uma análise transversal da segunda onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizada entre 2019 e 2021. A insegurança alimentar foi considerada como desfecho, e as variáveis sociodemográficas, econômicas e os indicadores antropométricos como exposições. As análises estatísticas consideraram o desenho amostral complexo e utilizaram regressão de Poisson com variância robusta. Foram incluídos 9.949 participantes com 50 anos ou mais, dos quais 53,9% apresentaram provável insegurança alimentar. A prevalência foi maior entre indivíduos com escolaridade inferior a 9 anos (59,5%), em comparação àqueles com maior escolaridade (43,8%). Indivíduos com renda mensal ≤ R$ 850,00 apresentaram maior frequência de insegurança alimentar (63,7%), enquanto aqueles com renda superior a R$ 1.250,00 apresentaram menor prevalência (41,6%). Participantes que se autodeclararam pretos ou pardos apresentaram maior prevalência do desfecho (60,0%) em relação aos brancos (46,8%). Não foram observadas diferenças relevantes segundo sexo, faixa etária ou estado civil. A insegurança alimentar também se associou a marcadores de risco cardiometabólico, incluindo o índice de conicidade e a razão cintura/estatura.Conclui-se que a insegurança alimentar permanece fortemente associada às desigualdades socioeconômicas e raciais, além de coexistir com condições adversas relacionadas ao estado nutricional, reforçando a necessidade de políticas intersetoriais voltadas ao cuidado integral da população adulta e idosa.
Descrição: Food insecurity remains a major public health problem in Brazil, particularly among individuals aged 50 years and older. This study aimed to estimate the prevalence of food insecurity and to identify associated sociodemographic, economic, and anthropometric factors among Brazilian adults and older adults. This is a cross-sectional analysis of the second wave of the Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brazil), conducted between 2019 and 2021. Food insecurity was considered the outcome, while sociodemographic and economic characteristics and anthropometric indicators were evaluated as exposures. Statistical analyses accounted for the complex sampling design and were performed using Poisson regression with robust variance.A total of 9,949 participants aged 50 years or older were included, of whom 53.9% presented probable food insecurity. Higher prevalence was observed among individuals with less than nine years of schooling (59.5%), compared with those with higher educational attainment (43.8%). Participants with monthly income ≤ R$ 850.00 showed the highest prevalence of food insecurity (63.7%), whereas those with income above R$ 1,250.00 presented lower prevalence (41.6%). Individuals self-identified as Black or Brown exhibited higher prevalence of food insecurity (60.0%) compared with White participants (46.8%). No relevant differences were observed according to sex, age group, or marital status. Additionally, food insecurity was associated with cardiometabolic risk markers, including the conicity index and the waist-to-height ratio.In conclusion, food insecurity remains strongly associated with socioeconomic and racial inequalities and coexists with adverse nutritional status conditions. These findings highlight the need for intersectoral public policies aimed at reducing structural inequalities and promoting comprehensive care for adult and older populations.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10440
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