Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10442
Título: Conhecimentos e práticas relacionadas à segurança alimentar microbiológicas de gestantes atendidas em um Hospital Universitário Materno Infantil, São Luís – MA
Título(s) alternativo(s): Knowledge and practices related to food safety microbiological aspects of pregnant women treated at a University Maternity and Children's Hospital, São Luís – MA
Autor(es): CUNHA, Maria Da Luz Vieira
Palavras-chave: Segurança Alimentar Microbiológica;
Microbiological Food Safety;
Gestantes;
Pregnant Women;
Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA);
Foodborne Diseases;
Higiene dos Alimentos;
Food Hygiene;.
Saúde Materno-Infantil
Maternal and Child Health
Data do documento: 30-Jan-2026
Editor: UFMA
Resumo: Objetivo: Avaliar o conhecimento e as práticas relacionadas à segurança alimentar microbiológica de gestantes atendidas em um Hospital Universitário Materno Infantil em São Luís – MA. Métodos: Estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com 180 gestantes de todas as idades gestacionais, maiores de 18 anos, atendidas no ambulatório de obstetrícia do Hospital Universitário Materno Infantil da Universidade Federal do Maranhão, no período de junho de 2024 a agosto de 2025. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário semiestruturado, elaborado pelos próprios pesquisadores especificamente para este estudo, contendo informações socioeconômicas, demográficas e gestacionais, além de questões sobre conhecimento e práticas de segurança alimentar microbiológica. Os dados foram analisados no software Stata®, versão 14.0, por meio de estatística descritiva. Resultados: A maioria das gestantes demonstrou domínio sobre práticas básicas de higiene, como a lavagem das mãos (100,0%) e o reconhecimento da contaminação cruzada (80,0%). Contudo, identificaram-se lacunas críticas em procedimentos específicos: 75,6% consideravam seguro o descongelamento em temperatura ambiente e 71,1% acreditavam, erroneamente, que alimentos contaminados sempre apresentam alterações sensoriais. Adicionalmente, 42,2% utilizavam apenas vinagre para higienizar vegetais e 12,8% não identificaram os riscos do leite não pasteurizado. Observou-se ainda que 18,9% das participantes já enfrentaram episódios de intoxicação alimentar, evidenciando uma vulnerabilidade que pode estar atrelada ao perfil socioeconômico predominante (classes C, D e E). Conclusão: Embora as gestantes detenham informações sobre higiene geral, persistem lacunas críticas em práticas específicas de segurança alimentar microbiológica que elevam o risco de desfechos materno-fetais desfavoráveis. Diante disso, é imperativo que o pré-natal incorpore orientações nutricionais mais direcionadas, transcendendo as recomendações genéricas e focando no manejo correto de alimentos de alto risco, como o descongelamento seguro e a higienização eficaz de vegetais. Tais achados reforçam a necessidade de estratégias educativas sistemáticas e dinâmicas na atenção primária, essenciais para mitigar a ocorrência de doenças transmitidas por alimentos e garantir a segurança do desenvolvimento gestacional.
Descrição: Objective: To evaluate the knowledge and practices related to microbiological food safety of pregnant women treated at a University Maternity and Children's Hospital in São Luís – MA. Methods: A descriptive study with a quantitative approach was conducted with 180 pregnant women of all gestational ages, over 18 years of age, treated at the obstetrics outpatient clinic of the University Maternity and Children's Hospital of the Federal University of Maranhão, from June 2024 to August 2025. Data collection was carried out using a semi-structured questionnaire, developed by the researchers specifically for this study, containing socioeconomic, demographic and gestational information, as well as questions about knowledge and practices of microbiological food safety. The data were analyzed using Stata® software, version 14.0, through descriptive statistics. Results: Most pregnant women demonstrated mastery of basic hygiene practices, such as handwashing (100.0%) and recognition of cross-contamination (80.0%). However, critical gaps were identified in specific procedures: 75.6% considered thawing at room temperature safe and 71.1% believed, erroneously, that contaminated foods always present sensory alterations. Additionally, 42.2% used only vinegar to sanitize vegetables and 12.8% did not identify the risks of unpasteurized milk. It was also observed that 18.9% of the participants had already experienced episodes of food poisoning, highlighting a vulnerability that may be linked to the predominant socioeconomic profile (classes C, D, and E). Conclusion: Although pregnant women possess information about general hygiene, critical gaps persist in specific microbiological food safety practices that increase the risk of unfavorable maternal-fetal outcomes. Therefore, it is imperative that prenatal care incorporate more targeted nutritional guidelines, transcending generic recommendations and focusing on the correct handling of high-risk foods, such as safe thawing and effective sanitization of vegetables. These findings reinforce the need for systematic and dynamic educational strategies in primary care, essential to mitigate the occurrence of foodborne illnesses and ensure the safety of gestational development.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10442
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