Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10484
Título: Efeitos da diabetes mellitus tipo 2 sobre a modulação autonômica cardíaca de idosos hipertensos
Título(s) alternativo(s): Effects of type 2 diabetes mellitus on cardiac autonomic modulation in elderly hypertensive patients.
Autor(es): MENESES, Emeson Carlos Pimenta
Palavras-chave: Hipertensão Arterial Sistêmica;
Diabetes Mellitus tipo 2;
população idosa;
sistema nervoso autonômico;
frequência cardíaca;
Systemic Arterial Hypertension;
Type 2 Diabetes Mellitus;
elderly population;
autonomic nervous system;
heart rate.
Data do documento: 13-Jan-2026
Editor: Universidade Federal do Maranhão
Resumo: RESUMO: INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional tem se intensificado nas últimas décadas, configurando-se como um fenômeno global associado ao aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, especialmente a hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Essas condições são altamente prevalentes na população idosa e representam importantes fatores de risco para o desenvolvimento de complicações cardiovasculares. A coexistência entre HAS e DM2 potencializa alterações estruturais e funcionais no sistema cardiovascular, destacando-se o comprometimento da modulação autonômica cardíaca (MAC), caracterizado pelo desequilíbrio entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático. A redução da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), principal marcador da MAC, está associada ao aumento da morbimortalidade cardiovascular, sobretudo em idosos, tornando-se um importante indicador prognóstico nessa população. JUSTIFICATIVA: A relevância deste estudo fundamenta-se na elevada proporção de idosos residentes em áreas rurais do estado do Maranhão, contexto marcado por desigualdades socioeconômicas, menor acesso aos serviços de saúde e dificuldades na adesão ao tratamento medicamentoso e não farmacológico. Essas condições favorecem o controle inadequado da pressão arterial e da glicemia, acelerando o comprometimento autonômico cardíaco e ampliando o risco de eventos cardiovasculares. Ademais, ainda são escassos os estudos que avaliam de forma integrada os efeitos do DM2 sobre a modulação autonômica cardíaca em idosos hipertensos residentes em zonas rurais, evidenciando uma lacuna científica e assistencial relevante, especialmente no âmbito da prática de enfermagem. OBJETIVO GERAL: Analisar os efeitos do diabetes mellitus tipo 2 sobre a modulação autonômica cardíaca de idosos hipertensos residentes em áreas rurais do estado do Maranhão. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo observacional, transversal e de abordagem quantitativa, realizado com idosos diagnosticados com hipertensão arterial sistêmica. A amostra foi composta por dois grupos: idosos hipertensos sem diabetes mellitus tipo 2 (n=19) e idosos hipertensos com diabetes mellitus tipo 2 (n=14). Foram coletadas variáveis antropométricas, hemodinâmicas e informações relacionadas ao estado mental e à qualidade do sono. A modulação autonômica cardíaca foi avaliada por meio da análise da variabilidade da frequência cardíaca, obtida por eletrocardiografia, considerando os índices SDNN, RMSSD, SD1 e SD2, analisados com o software Kubios HRV. Os dados foram submetidos à análise estatística apropriada, respeitando-se os princípios éticos da pesquisa envolvendo seres humanos. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram redução da variabilidade da frequência cardíaca em ambos os grupos avaliados, indicando comprometimento da modulação autonômica cardíaca nos idosos hipertensos. Entretanto, o grupo de idosos hipertensos com diabetes mellitus tipo 2 apresentou reduções mais acentuadas nos índices relacionados à atividade parassimpática e à variabilidade global da frequência cardíaca, quando comparado ao grupo sem diabetes. Esses achados demonstram que a presença do DM2 intensifica o desequilíbrio autonômico, favorecendo a predominância simpática e aumentando a vulnerabilidade cardiovascular dessa população. DISCUSSÃO: Os achados do estudo corroboram a literatura ao demonstrar que tanto a hipertensão arterial sistêmica quanto o diabetes mellitus tipo 2 estão associados à disfunção autonômica cardíaca, sendo que a coexistência dessas condições potencializa esse comprometimento. A hiperglicemia crônica contribui para o desenvolvimento da neuropatia autonômica cardiovascular, inicialmente afetando as fibras parassimpáticas, enquanto a hipertensão compromete a sensibilidade barorreflexa e favorece a ativação simpática. Em idosos residentes em áreas rurais, fatores como menor acesso aos serviços de saúde, dificuldades de acompanhamento contínuo e barreiras socioeconômicas podem agravar esse cenário, reforçando a importância de estratégias de cuidado integral e longitudinal. CONCLUSÃO: Conclui-se que a presença concomitante de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 em idosos está associada a um comprometimento mais acentuado da modulação autonômica cardíaca, evidenciado pela redução significativa dos índices de modulação parassimpática e da variabilidade global da frequência cardíaca. Essa condição indica menor flexibilidade adaptativa do sistema nervoso autônomo e maior vulnerabilidade cardiovascular, destacando a necessidade de intervenções precoces, monitoramento contínuo e fortalecimento das ações de enfermagem na atenção à saúde do idoso, especialmente em contextos rurais.__ABSTRACT: INTRODUCTION: Population aging has intensified in recent decades, emerging as a global phenomenon associated with the increased prevalence of non-communicable chronic diseases, especially systemic arterial hypertension (SAH) and type 2 diabetes mellitus (T2DM). These conditions are highly prevalent in the elderly population and represent significant risk factors for the development of cardiovascular complications. The coexistence of hypertension and type 2 diabetes mellitus (T2DM) enhances structural and functional changes in the cardiovascular system, particularly highlighting the impairment of cardiac autonomic modulation (CAM), characterized by the imbalance between the sympathetic and parasympathetic nervous systems. The reduction of heart rate variability (HRV), the main marker of cardiac autonomic modulation (CAM), is associated with increased cardiovascular morbidity and mortality, especially in the elderly, becoming an important prognostic indicator in this population. JUSTIFICATION: The relevance of this study is based on the high proportion of elderly residents in rural areas of the state of Maranhão, a context marked by socioeconomic inequalities, limited access to healthcare services, and difficulties in adhering to both pharmacological and non-pharmacological treatments. These conditions favor inadequate control of blood pressure and glycemia, accelerating cardiac autonomic impairment and increasing the risk of cardiovascular events. Moreover, there are still few studies that comprehensively evaluate the effects of type 2 diabetes on cardiac autonomic modulation in hypertensive elderly residents of rural areas, highlighting a significant scientific and healthcare gap, especially in the field of nursing practice. GENERAL OBJECTIVE: To analyze the effects of type 2 diabetes mellitus on cardiac autonomic modulation in hypertensive elderly residents of rural areas in the state of Maranhão. METHODOLOGY: This is an observational, cross-sectional study with a quantitative approach, conducted with elderly individuals diagnosed with systemic arterial hypertension. The sample was composed of two groups: hypertensive elderly without type 2 diabetes mellitus (n=19) and hypertensive elderly with type 2 diabetes mellitus (n=14). Anthropometric, hemodynamic, and information related to mental state and sleep quality were collected. Cardiac autonomic modulation was evaluated thru heart rate variability analysis, obtained by electrocardiography, considering the indices SDNN, RMSSD, SD1, and SD2, analyzed with the Kubios HRV software. The data were subjected to appropriate statistical analysis, respecting the ethical principles of research involving human beings. RESULTS: The results showed a reduction in heart rate variability in both evaluated groups, indicating impairment of cardiac autonomic modulation in hypertensive elderly individuals. However, the group of hypertensive elderly with type 2 diabetes mellitus showed more pronounced reductions in indices related to parasympathetic activity and overall heart rate variability, compared to the group without diabetes. These findings demonstrate that the presence of T2DM intensifies autonomic imbalance, favoring sympathetic predominance and increasing the cardiovascular vulnerability of this population. DISCUSSION: The study findings corroborate the literature by demonstrating that both systemic arterial hypertension and type 2 diabetes mellitus are associated with cardiac autonomic dysfunction, with the coexistence of these conditions potentiating this impairment. Chronic hyperglycemia contributes to the development of cardiovascular autonomic neuropathy, initially affecting parasympathetic fibers, while hypertension compromises baroreflex sensitivity and promotes sympathetic activation. In elderly residents of rural areas, factors such as limited access to healthcare services, difficulties in continuous monitoring, and socioeconomic barriers can exacerbate this scenario, reinforcing the importance of comprehensive and longitudinal care strategies. CONCLUSION: It is concluded that the concomitant presence of systemic arterial hypertension and type 2 diabetes mellitus in the elderly is associated with a more pronounced impairment of cardiac autonomic modulation, evidenced by a significant reduction in parasympathetic modulation indices and overall heart rate variability. This condition indicates lower adaptive flexibility of the autonomic nervous system and greater cardiovascular vulnerability, highlighting the need for early interventions, continuous monitoring, and strengthening nursing actions in elderly healthcare, especially in rural contexts.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10484
Aparece nas coleções:TCC do Curso de Graduação em Enfermagem do Campus de Pinheiro

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