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http://hdl.handle.net/123456789/10515| Título: | O homem como profissional da educação infantil: desafios e realizações |
| Título(s) alternativo(s): | Men as early childhood education professionals: challenges and achievements |
| Autor(es): | DAMASCENO, Lucas Barbosa |
| Palavras-chave: | Ed. infantil; estágio supervisionado; formação pedagógica; aprendizagens. early childhood education; supervised internship; pedagogical training; learning. |
| Data do documento: | 8-Ago-2025 |
| Editor: | Universidade Federal do Maranhão |
| Resumo: | RESUMO A presença masculina na Educação Infantil ainda é marcada por inúmeros desafios, estigmas e resistências sociais. Ser homem atuando nesse campo educacional, tradicionalmente associado ao cuidado e à afetividade — atributos historicamente atribuídos às mulheres — significa enfrentar diariamente olhares desconfiados, discursos velados e estruturas institucionais que muitas vezes reforçam barreiras simbólicas à permanência e valorização desse profissional. Minha trajetória pessoal revela essa realidade. Desde o início da formação em Pedagogia, percebi como a escolha pela Educação Infantil causava estranhamento não apenas entre colegas, mas até mesmo entre docentes e familiares. Comentários como "isso não é profissão para homem" ou "você vai dar banho em criança?" tornaram-se frequentes, evidenciando o peso dos estereótipos de gênero que ainda estruturam o imaginário social sobre o papel do educador na infância. O foco deste trabalho é analisar os principais desafios enfrentados na construção da identidade docente de pessoas do sexo masculino, assim fletindo sobre minha trajetória de formação e experiências como homem na Educação Infantil.Trazendo reflexões sobre os desafios enfrentados por homens na Educação Infantil, destacando as barreiras simbólicas impostas por estereótipos de gênero e a desconfiança social em torno do cuidado infantil masculino. A experiência pessoal evidencia como a presença masculina nesse espaço provoca estranhamentos, mas também contribui para a ampliação de perspectivas sobre a masculinidade. A atuação de professores homens, como apontam autores como Guacira Lopes Louro, Everardo Rocha e José Jorge de Carvalho Nascimento, é essencial para romper modelos tradicionais. O fortalecimento da identidade profissional e a criação de redes de apoio são estratégias fundamentais para enfrentar o isolamento e reafirmar a presença masculina na educação infantil. Adoto como metodologia o memorial de formação, uma narrativa que se alinha à abordagem da pesquisa autobiográfica, permitindo resgatar vivências, sentimentos e aprendizagens construídas ao longo do curso de Pedagogia e das experiências de estágio. A presença de professores homens na Educação Infantil ainda gera estranhamento e vigilância, marcados por preconceitos relacionados ao toque, à afetividade e ao papel social do educador. No entanto, a prática revela que essa presença também tem potencial transformador, ao contribuir para a desconstrução de estereótipos de gênero e para a promoção de uma educação mais plural. A construção de uma identidade docente sólida e a criação de redes de apoio entre homens educadores se mostram fundamentais para enfrentar o isolamento e reafirmar seu lugar na docência infantil. Como resultado deste exercício é possível afirmar que ser homem na Educação Infantil exige coragem para enfrentar estigmas, resiliência para superar resistências e compromisso ético com uma educação mais igualitária e inclusiva. Mais do que um desafio pessoal, trata-se de uma luta coletiva por reconhecimento e valorização profissional, que precisa ser enfrentada com apoio institucional e transformação cultural. A construção de uma identidade docente sólida e a criação de redes de apoio entre homens educadores se mostram fundamentais para enfrentar o isolamento e reafirmar seu lugar na docência infantil. Como resultado desse exercício é possível afirmar que se homem na Educação Infantil exige coragem para enfrentar estigmas, resiliência para superar resistências e compromisso ético com uma educação mais igualitária e inclusiva. Mais do que um desafio pessoal, trata-se de uma luta coletiva por reconhecimento e valorização profissional, que precisa ser enfrentada com apoio institucional e transformação cultural. ABSTRACT The male presence in Early Childhood Education is still marked by countless challenges, stigmas, and social resistance. Being a man working in this educational field, traditionally associated with care and affection—attributes historically attributed to women—means daily facing suspicious looks, veiled discourse, and institutional structures that often reinforce symbolic barriers to the permanence and appreciation of these professionals. My personal journey reveals this reality. From the beginning of my Pedagogy training, I noticed how choosing Early Childhood Education caused strangeness not only among colleagues, but even among teachers and family members. Comments like "this isn't a profession for men" or "are you going to bathe a child?" became frequent, highlighting the weight of gender stereotypes that still structure the social imagination regarding the role of educators in childhood. The focus of this work is to analyze the main challenges faced in constructing male teaching identity, reflecting on my own educational trajectory and experiences as a man in Early Childhood Education. I reflect on the challenges faced by men in Early Childhood Education, highlighting the symbolic barriers imposed by gender stereotypes and social distrust surrounding male childcare. Personal experience highlights how the male presence in this space creates feelings of estrangement, but also contributes to broadening perspectives on masculinity. The work of male teachers, as authors such as Louro, Rocha, and Nascimento point out, is essential to breaking traditional models. Strengthening professional identity and creating support networks are fundamental strategies for confronting isolation and reaffirming the male presence in Early Childhood Education. I adopt the training memorial as my methodology, a narrative that aligns with the autobiographical research approach, allowing me to recapture experiences, feelings, and learning acquired throughout my Pedagogy degree and internship experiences. The presence of male teachers in Early Childhood Education still generates a sense of estrangement and scrutiny, marked by prejudices related to touch, affection, and the educator's social role. However, practice reveals that this presence also has transformative potential, contributing to the deconstruction of gender stereotypes and the promotion of a more pluralistic education. Building a solid teaching identity and creating support networks among male educators prove essential to confronting isolation and reaffirming their place in early childhood education. As a result of this exercise, it is possible to affirm that being a man in Early Childhood Education requires courage to face stigmas, resilience to overcome resistance, and an ethical commitment to a more egalitarian and inclusive education. More than a personal challenge, it is a collective struggle for professional recognition and appreciation, which must be met with institutional support and cultural transformation. |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/10515 |
| Aparece nas coleções: | TCCs de Graduação em Pedagogia do Campus de Imperatriz |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| LUCAS_DAMASCENO.pdf | Trabalho de Conclusão de Curso | 1,05 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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