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Título: A DOENÇA DO SILICONE: Evidências e atuais conclusões sobre o risco de uso de próteses mamárias
Título(s) alternativo(s): SILICONE SICKNESS: Evidence and current findings on the risk of using breast implants
Autor(es): BASTOS, Maria Eugenia Lopes
Palavras-chave: Silicones;
Silicones;
Próteses e Implantes;
Prostheses and Implants;
Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica;
Systemic Inflammatory Response Syndrome;
Doenças Autoimunes
Autoimmune Diseases;
Plastic Surgery Procedures
Data do documento: 30-Jun-2025
Editor: UFMA
Resumo: A chamada doença do silicone refere-se a uma condição controversa, relacionada ao uso de implantes mamários, com relatos de possíveis efeitos autoimunes e discussões sobre desinformação e medo infundado. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências científicas que associam as próteses de silicone ao desenvolvimento da doença do silicone, bem como examinar os argumentos e estudos que refutam a existência dessa condição. O presente trabalho é uma revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e BVS publicações entre 2013 e 2024, utilizando o protocolo PRISMA, a partir da pergunta norteadora: "Quais são as evidências científicas que sustentam a relação entre próteses mamárias de silicone e o desenvolvimento da doença do silicone, e quais argumentos e estudos refutam a existência dessa condição?". Foram selecionados treze artigos publicados em português ou inglês, organizados e sistematizados por meio do diagrama de fluxo PRISMA. Dos estudos incluídos, oito apontaram uma associação entre os sintomas relatados e a doença do silicone, destacando manifestações como fadiga, dor articular e alterações cognitivas. Um estudo questionou a existência dessa entidade clínica, sugerindo fatores multifatoriais e falta de comprovação científica. Quatro estudos, por sua vez, abordaram complicações locais relacionadas aos implantes, como contratura capsular, granulomas e linfomas, sem discutir diretamente a existência da doença do silicone. Além disso, a literatura aborda aspectos como a contratura capsular relacionada ao tipo de superfície do implante, a migração de partículas de silicone e casos raros de linfoma anaplásico de grandes células. Conclui-se que, embora haja relatos de sintomas autoimunes associados às próteses, a maioria dos estudos descarta a doença do silicone como entidade clínica distinta, sugerindo a existência da síndrome de incompatibilidade ao implante de silicone. Essa condição apresenta forte associação com fatores genéticos, especialmente com variantes nos genes HLADRB1, HLA-DQB1 e PTPN22, indicando a necessidade de mais estudos e investigação genética.
Descrição: The so-called "silicone disease" refers to a controversial condition related to the use of breast implants, with reports of possible autoimmune effects and discussions about misinformation and unfounded fear. The objective of this study was to analyze the scientific evidence that associates silicone implants with the development of silicone disease, as well as to examine the arguments and studies that refute the existence of this condition. This work is an integrative review of the literature with a qualitative approach. The research was carried out in the PubMed, SciELO and BVS databases of publications between 2013 and 2024, using the PRISMA protocol, based on the guiding question: "What is the scientific evidence that supports the relationship between silicone breast implants and the development of silicone disease, and what arguments and studies refute the existence of this condition?". Thirteen articles published in Portuguese or English were selected, organized and systematized using the PRISMA flow diagram. Of the studies included, eight indicated an association between the reported symptoms and silicone disease, highlighting manifestations such as fatigue, joint pain and cognitive changes. One study questioned the existence of this clinical entity, suggesting multifactorial factors and a lack of scientific evidence. Four studies, in turn, addressed local complications related to implants, such as capsular contracture, granulomas and lymphomas, without directly discussing the existence of silicone disease. In addition, the literature addresses aspects such as capsular contracture related to the type of implant surface, the migration of silicone particles and rare cases of anaplastic large cell lymphoma. It is concluded that, although there are reports of autoimmune symptoms associated with implants, most studies rule out silicone disease as a distinct clinical entity, suggesting the existence of silicone implant incompatibility syndrome. This condition is strongly associated with genetic factors, especially with variants in the HLA-DRB1, HLA-DQB1 and PTPN22 genes, indicating the need for further studies and genetic investigation.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10642
Aparece nas coleções:TCCs do Curso de Graduação em Medicina do Campus de Pinheiro

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