Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10669
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dc.contributor.authorALENCAR, Maria Clara Araújo-
dc.date.accessioned2026-04-09T13:26:57Z-
dc.date.available2026-04-09T13:26:57Z-
dc.date.issued2026-01-20-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/123456789/10669-
dc.descriptionThis undergraduate thesis analyzes the legal feasibility of applying the Non-Prosecution Agreement to the crime of reduction to a condition analogous to slavery, as defined in Article 149 of the Brazilian Criminal Code, in light of the requirements set forth in Article 28-A of the Brazilian Code of Criminal Procedure, as well as constitutional principles and international commitments taken by the Brazilian State in combating contemporary slavery. The study is grounded on the recognition that, despite the formal abolition of slavery, exploitative labor practices persist in Brazil, constituting serious violations of human dignity, individual freedom, and the social value of labor. A deductive method is adopted, with a descriptive and explanatory approach, based on bibliographic, documentary, and jurisprudential research, as well as the analysis of constitutional, statutory, and international norms. The legal nature, purpose, and requirements of the Non-Prosecution Agreement are examined within the framework of negotial criminal justice and, subsequently, contrasted with the structural characteristics of the crime of reduction to a slavery-analogous condition. The findings indicate that violence, although not necessarily physical, is inherent to the criminal offense, manifesting through economic coercion, restriction of freedom, and the imposition of degrading working conditions, thereby constituting an objective impediment to the application of the agreement. Furthermore, the conditions established under the Non-Prosecution Agreement are shown to be neither necessary nor sufficient for the reproach and prevention of the offense, proving incompatible with its severity and with the State’s positive obligations to ensure effective repression, particularly within the Inter-American human rights system. The study concludes that applying the Non-Prosecution Agreement to the crime of reduction to a slavery-analogous condition weakens the criminal protection of fundamental legal interests and contravenes the foundational principles of the Brazilian Republic, rendering it an inadequate response to the phenomenon of contemporary slavery.pt_BR
dc.description.abstractA presente monografia analisa a viabilidade jurídica de aplicação do Acordo de Não Persecução Penal ao crime de redução à condição análoga à de escravo, tipificado no art. 149 do Código Penal, à luz dos requisitos previstos no art. 28-A do Código de Processo Penal, dos princípios constitucionais e dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro no combate à escravidão contemporânea. Parte-se do reconhecimento de que, apesar da abolição formal da escravidão, práticas exploratórias persistem no país, configurando grave violação à dignidade da pessoa humana, à liberdade individual e ao valor social do trabalho. O estudo adota o método dedutivo, com abordagem descritiva e explicativa, valendo-se de pesquisa bibliográfica, documental e jurisprudencial, bem como da análise de normas constitucionais, infraconstitucionais e internacionais. Examina-se a natureza jurídica, a finalidade e os requisitos do Acordo de Não Persecução Penal, contextualizando-o no âmbito da justiça penal negocial, para, em seguida, confrontá-lo com as características estruturais do crime de redução à condição análoga à de escravo. Os resultados demonstram que a violência, ainda que não necessariamente física, é inerente ao tipo penal do art. 149 do Código Penal, manifestando-se, sobretudo, por meio da coação econômica, da restrição da liberdade e da submissão a condições degradantes de trabalho, o que constitui óbice objetivo à aplicação do acordo. Além disso, conclui-se que as condições previstas no Acordo de Não Persecução Penal não se mostram necessárias nem suficientes para a reprovação e prevenção desse delito, revelando-se incompatíveis com a gravidade da conduta e com os deveres positivos de repressão eficaz impostos ao Estado brasileiro, especialmente no âmbito do sistema interamericano de direitos humanos. Por fim, o trabalho conclui que a aplicação do Acordo de Não Persecução Penal ao crime de redução à condição análoga à de escravo fragiliza a tutela penal de bens jurídicos fundamentais e contraria os princípios estruturantes da República, mostrando-se inadequada como resposta estatal no enfrentamento da escravidão contemporânea.pt_BR
dc.publisherUFMApt_BR
dc.subjectacordo de não persecução penal;pt_BR
dc.subjectnon-prosecution agreement;pt_BR
dc.subjecttrabalho escravo contemporâneo;pt_BR
dc.subjectcontemporary slave labour;pt_BR
dc.subjectjustiça penal negocial;pt_BR
dc.subjectnegotial criminal justice;pt_BR
dc.subjectdignidade da pessoa humana;pt_BR
dc.subjecthuman dignity;pt_BR
dc.subjectdireitos humanospt_BR
dc.subjecthuman rightspt_BR
dc.titleA (IN)SUFICIÊNCIA DA JUSTIÇA PENAL NEGOCIAL NO COMBATE À ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA: Uma análise da viabilidade de aplicação do Acordo de Não Persecução Penal ao crime do artigo 149 do Código Penalpt_BR
dc.title.alternativeThe (In)sufficiency of Negotiated Criminal Justice in Combating Contemporary Slavery: An Analysis of the Feasibility of Applying the Non-Prosecution Agreement to the Crime of Article 149 of the Penal Codept_BR
dc.typeOtherpt_BR
Aparece nas coleções:TCC de Graduação em Direito do Campus de Imperatriz

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