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dc.contributor.authorSILVA, Zinayane Rayra dos Santos Bezerra-
dc.date.accessioned2026-04-09T17:17:04Z-
dc.date.available2026-04-09T17:17:04Z-
dc.date.issued2026-01-20-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/123456789/10676-
dc.descriptionThis study analyzes the Brazilian prison system from the perspective of institutional racism and necropolitics, recognizing mass incarceration as a continuation of racial domination structures originating in the period of slavery. The research adopts a theoretical-critical approach, primarily grounded in Achille Mbembe’s theory of necropolitics, to demonstrate how the Brazilian State exercises the power to decide which lives are protected and which are exposed to symbolic and material death. The findings indicate that penal selectivity, combined with the criminalization of poverty and the historical association between criminality and the Black population, produces a racialized penal system in which Black, young, and peripheral individuals are the primary targets of state repression. The analysis of ADPF 347 and reports issued by the National Council of Justice confirms the existence of an unconstitutional state of affairs within the prison system, marked by overcrowding, unsanitary conditions, institutional violence, and systematic violations of fundamental rights. Although public policies and initiatives aimed at education and resocialization within prisons exist, they have proven insufficient to break with the prevailing punitive and necropolitical logic. It is concluded that overcoming the current prison model requires anti-racist legislative reforms and integrated public policies capable of addressing the structural causes of mass incarceration and promoting effective social reintegration.pt_BR
dc.description.abstractEste estudo analisa o sistema carcerário brasileiro sob a perspectiva do racismo institucional e da necropolítica, reconhecendo o fenômeno do encarceramento em massa como uma continuidade das estruturas de dominação racial oriundas do período escravocrata. O presente trabalho parte de uma abordagem teórico-crítica, fundamentada principalmente na teoria da necropolítica de Achille Mbembe, para demonstrar como o Estado brasileiro exerce o poder de decidir quais vidas são protegidas e quais são expostas à morte simbólica e material. A pesquisa evidencia que a seletividade penal, aliada à criminalização da pobreza e à associação histórica entre criminalidade e população negra, produz um sistema penal radicalizado, no qual pessoas negras, jovens e periféricas são o principal alvo da repressão estatal. A análise da ADPF 347 e de relatórios do Conselho Nacional de Justiça confirma a existência de um estado de coisas inconstitucional no sistema prisional, marcado por superlotação, insalubridade, violência institucional e violações sistemáticas de direitos fundamentais. Embora existam políticas públicas e iniciativas voltadas para à educação e ressocialização no cárcere, estas se mostram insuficientes para romper a lógica punitivista e necropolítica vigente. Conclui-se que a superação do atual modelo carcerário exige reformas legislativas antirracistas e políticas públicas integradas, capazes de enfrentar as causas estruturais do encarceramento em massa e promover uma efetiva reintegração social.pt_BR
dc.publisherUFMApt_BR
dc.subjectracismo institucional;pt_BR
dc.subjectinstitutional racism;pt_BR
dc.subjectnecropolítica;pt_BR
dc.subjectnecropolitics;pt_BR
dc.subjectsistema carcerário brasileiro;pt_BR
dc.subjectBrazilian prison system;pt_BR
dc.subjectseletividade penalpt_BR
dc.subjectpenal selectivitypt_BR
dc.titleA Necropolítica como Perpetuação do Racismo no Sistema Carcerário Brasileiropt_BR
dc.title.alternativeNecropolitics as a Perpetuation of Racism in the Brazilian Prison Systempt_BR
dc.typeOtherpt_BR
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