Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10710
Título: Ginga reggae: ecos de representatividade e valorização das narrativas pretas
Título(s) alternativo(s): Ginga reggae: echoes of representation and appreciation of black narratives
Autor(es): SALES, Odé
Palavras-chave: cinema negro;
documentário;
reggae maranhense;
mulheres negras;
memória;
black cinema;
documentary;
maranhense reggae.
black women;
memory.
Data do documento: 23-Jan-2026
Editor: Universidade Federal do Maranhão
Resumo: RESUMO: Esta pesquisa analisa o documentário Ginga Reggae (2024), dirigido por Nayra Albuquerque, a partir das discussões sobre representação, memória e poder no audiovisual, com foco na trajetória da cantora Célia Sampaio e na autoria de Nayra Albuquerque enquanto mulher negra no cinema maranhense. O estudo compreende o cinema documental como prática simbólica, política e situada, na qual escolhas estéticas, narrativas e éticas produzem sentidos sobre identidade, pertencimento e resistência cultural no contexto do reggae em São Luís do Maranhão. A investigação desenvolve uma análise qualitativa do filme, articulando revisão bibliográfica com análise fílmica, a partir de elementos como câmera, som, montagem, ritmo e organização narrativa, além de entrevistas com a cantora Célia Sampaio e com a diretora Nayra Albuquerque. O trabalho dialoga com autores dos estudos culturais, do cinema e do pensamento decolonial, compreendendo a representação como campo de disputa simbólica e o audiovisual como espaço de produção de conhecimento. A análise evidencia Ginga Reggae como um gesto de escuta e de afirmação da memória negra feminina, no qual corpo, voz, experiência vivida e território assumem centralidade na construção da narrativa. O documentário desloca abordagens historicamente masculinizadas e estigmatizadas do reggae, reposicionando-o como prática cultural, educativa e comunitária, atravessada por afetos, espiritualidade e modos próprios de aprender e existir. A análise evidencia que Ginga Reggae contribui para a valorização das mulheres negras no reggae e no audiovisual maranhense, ao reinscrever suas trajetórias como parte constitutiva da história do movimento. O filme reafirma o cinema documental como espaço de produção de conhecimento sensível, memória coletiva e educação antirracista, fortalecendo a legitimidade de narrativas construídas fora dos grandes centros hegemônicos e das estruturas tradicionais de poder no campo audiovisual. ___ ABSTRACT: This research analyzes the documentary Ginga Reggae (2024), directed by Nayra Albuquerque, through discussions of representation, memory, and power in audiovisual media, focusing on the trajectory of the singer Célia Sampaio and on Nayra Albuquerque’s authorship as a Black woman in Maranhão’s cinema. The study understands documentary cinema as a symbolic, political, and situated practice, in which aesthetic, narrative, and ethical choices produce meanings related to identity, belonging, and cultural resistance within the context of reggae in São Luís do Maranhão. The investigation presents a qualitative analysis of the film, combining a bibliographic review with film analysis, based on elements such as camera work, sound, editing, rhythm, and narrative organization, as well as interviews with the singer Célia Sampaio and the director Nayra Albuquerque. The research engages with authors from cultural studies, film studies, and decolonial thought, understanding representation as a field of symbolic dispute and audiovisual media as a space for knowledge production. The analysis highlights Ginga Reggae as a gesture of listening and affirmation of Black female memory, in which body, voice, lived experience, and territory assume centrality in the construction of the narrative. The documentary displaces historically masculinized and stigmatized approaches to reggae, repositioning it as a cultural, educational, and community-based practice, permeated by affects, spirituality, and distinct ways of learning and existing. The analysis shows that Ginga Reggae contributes to the valorization of Black women in reggae and in Maranhão’s audiovisual field by reinscribing their trajectories as a constitutive part of the movement’s history. The film reaffirms documentary cinema as a space for the production of sensitive knowledge, collective memory, and anti-racist education, strengthening the legitimacy of narratives constructed outside major hegemonic centers and traditional power structures in the audiovisual field.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10710
Aparece nas coleções:TCC de Graduação em Artes Visuais do Campus do Bacanga

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