Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10717
Título: Composição e distribuição dos anofelinos (Diptera: Culicidae: Anophelinae) no Estado do Maranhão: padrões biogeográficos e lacunas de amostragem
Título(s) alternativo(s): Composition and distribution of anopheline mosquitoes (Diptera: Culicidae: Anophelinae) in the State of Maranhão: biogeographic patterns and sampling gaps
Autor(es): PEREIRA, Sarah Silva
Palavras-chave: anopheles;
biogeografia;
ecótono;
malária;
biomas;
esforço amostral.
Data do documento: 20-Jan-2026
Editor: Universidade Federal do Maranhão
Resumo: RESUMO A subfamília Anophelinae abriga os principais vetores da malária, cuja distribuição está intimamente ligada a fatores ambientais. Este estudo analisou a composição e distribuição dessas espécies no estado do Maranhão, uma região de transição entre os biomas Amazônia, Cerrado e pequenas manchas de Caatinga. Foram integrados registros de ocorrência provenientes de levantamento bibliográfico, análise de material da Coleção Entomológica do Laboratório de Entomologia e Vetores (LEV/UFMA) e consulta a coleções de referência. A distribuição espacial foi avaliada por meio de estimativa de densidade de Kernel (KDE) e o padrão de ocupação antrópica pelo Human Footprint Index (HFI, 2000-2020). A similaridade faunística com as regiões Norte e Nordeste foi calculada utilizando os índices de Jaccard e Sørensen. Foram registradas 28 espécies de Anophelinae no estado, com predomínio de espécies do subgênero Nyssorhynchus, como Anopheles (Nys.) albitarsis s.l., An. (Nys.) darlingi, An. (Nys.) aquasalis, An. (Nys.) goeldii e An. (Nys.) triannulatus. A análise espacial revelou a concentração dos registros nas regiões norte e nordeste do estado, especialmente em áreas costeiras e da Baixada Maranhense, com significativas lacunas amostrais no Cerrado e nas zonas de transição com a Caatinga, no sul e sudeste. A distribuição dos registros por bioma foi desigual: 59% na Amazônia, 28% no Cerrado e 13% na Caatinga, refletindo tanto gradientes ambientais quanto viés histórico de amostragem. Os mapas de HFI indicaram maior pressão antrópica nas regiões sul e sudeste, que coincidem com áreas de menor cobertura amostral. Os índices de similaridade mostraram maior afinidade da fauna maranhense com a Região Norte (Jaccard=0,79; Sørensen=0,89) do que com o Nordeste brasileiro (Jaccard=0,68; Sørensen=0,81), evidenciando a influência biogeográfica amazônica. Conclui-se que a composição anofélica do Maranhão é diversa e reflete sua posição ecotonal, mas o conhecimento atual é limitado por um esforço amostral geograficamente desigual. Os resultados destacam áreas prioritárias para futuros inventários e fornecem subsídios para estudos biogeográficos e ações de vigilância entomológica no estado.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10717
Aparece nas coleções:TCCs de Graduação em Ciências Biológicas (Licenciatura) do Campus do Bacanga

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