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Título: AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: UM ESTUDO A PARTIR DAS VOZES DOS DOCENTES DO CEFFA MANOEL MONTEIRO
Título(s) alternativo(s): AGROECOLOGY AND RURAL EDUCATION: A STUDY BASED ON THE VOICES OF TEACHERS FROM CEFFA MANOEL MONTEIRO
Autor(es): AUSTRÍACO, Juliana Salazar
Palavras-chave: Pedagogia da Alternância;
Pedagogy of Alternation;
Identidade Camponesa;
Peasant Identity;
Formação Humana Emancipadora;
Emancipatory Human Formation;
Sustentabilidade Socioambiental;
Socio-environmental Sustainability;
Interdisciplinaridade Curricular
Curricular Interdisciplinarity
Data do documento: 21-Jan-2026
Editor: UFMA
Resumo: A agroecologia e a Educação do Campo buscam valorizar a identidade camponesa e o desenvolvimento sustentável por meio de práticas que respeitem as especificidades rurais e a formação crítica dos sujeitos camponeses. O objetivo geral deste trabalho é conhecer a relação entre a agroecologia e a Educação do Campo a partir das vozes e experiências dos docentes do Centro de Formação Familiar por Alternância (CEFFA) Manoel Monteiro. O CEFFA, que opera sob a Pedagogia da Alternância, está localizado na comunidade Pau Santo, em Lago do Junco - MA. A pesquisa qualitativa utilizou a abordagem qualitativa com pesquisa de campo com entrevistas semiestruturadas realizadas com onze docentes das áreas do núcleo comum e disciplinas específicas da instituição. A sistematização dos dados seguiu a técnica de análise de conteúdo, organizando os relatos em categorias temáticas após a transcrição integral e leituras sucessivas para identificar sentidos latentes e manifestos nas falas. Este procedimento permitiu investigar as concepções, as práticas pedagógicas cotidianas e os desafios apontados pelos educadores no contexto da integração curricular. Os resultados revelam que os docentes possuem diferentes níveis de conhecimento, variando de compreensões superficiais a saberes enraizados na vivência prática em movimentos sociais e na rotina escolar. As concepções sobre agroecologia oscilam entre a visão técnica da produção sem agrotóxicos e uma perspectiva ampliada que a define como um modo de vida multidimensional. No cotidiano escolar, identificou-se o desenvolvimento de hortas, sistemas agroflorestais e oficinas integradas ao currículo, promovendo a articulação entre teoria e prática e, fortalecendo o vínculo com o território. Tais atividades procuram proporcionar engajamento comunitário, embora enfrentam a hegemonia cultural do agronegócio e do modelo agrícola convencional que ainda influencia estudantes e familiares. Além disso, os docentes indicaram a necessidade de maior apoio institucional, políticas públicas estruturantes e formação continuada para superar as dificuldades de implementação plena dos princípios agroecológicos. Conclui-se que a agroecologia é um princípio pedagógico essencial para a formação emancipatória no campo. O fortalecimento dessa interface exige projetos contínuos e o aprofundamento do diálogo entre escola e comunidade para consolidar a identidade camponesa e a sustentabilidade rural.
Descrição: Agroecology and Rural Education seek to enhance peasant identity and promote sustainable development through practices that respect rural specificities and foster the critical education of peasant subjects. The overall objective of this study is to analyze the relationship between agroecology and Rural Education based on the voices and experiences of teachers at the Manoel Monteiro Family Farming Education Center (Pedagogy of Alternation). Operating under the Pedagogy of Alternation, the institution is located in the Pau Santo community, in the municipality of Lago do Junco, Maranhão, Brazil. This qualitative study adopted a field-based approach, using semi-structured interviews conducted with eleven teachers from both the core curriculum and specific subject areas of the institution. Data systematization followed content analysis procedures, with narratives organized into thematic categories after full transcription and successive readings aimed at identifying both latent and manifest meanings in the discourses. This process enabled the examination of teachers’ conceptions, everyday pedagogical practices, and the challenges identified within the context of curricular integration. The findings indicate that teachers demonstrate varying levels of knowledge, ranging from superficial understandings to deeply rooted forms of knowledge grounded in practical experience within social movements and the school routine. Conceptions of agroecology fluctuate between a technical view centered on pesticide-free production and a broader perspective that defines it as a multidimensional way of life. Within the school context, the development of school gardens, agroforestry systems, and curriculum-integrated workshops was identified, fostering the articulation between theory and practice and strengthening ties to the territorial context. Such initiatives promote environmental awareness and community engagement, although they face the cultural hegemony of agribusiness and the conventional agricultural model, which continue to influence students and their families. Furthermore, teachers highlighted the need for greater institutional support, structured public policies, and continuing teacher education in order to overcome the challenges associated with the full implementation of agroecological principles. It is concluded that agroecology constitutes an essential pedagogical principle for Emancipatory Human Formation in rural contexts. Strengthening this interface requires continuous projects and deeper dialogue between school and community to consolidate peasant identity and rural sustainability.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10759
Aparece nas coleções:TCC do Curso de Graduação em Educação do Campo/Ciências Agrárias do Campus de Bacabal

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