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Título: As teorias da tradução em Babel, or the Necessity of Violence de R. F. Kuang: os reflexos na construção do sistema de magia e na caracterização dos personagens enquanto tradutores.
Título(s) alternativo(s): Translation theories in R. F. Kuang’s *Babel, or the Necessity of Violence*: their impact on the construction of the magic system and the characterization of the characters as translators
Autor(es): CAMPOS, Veronica Cristina de Moraes
Palavras-chave: tradução;
equivalência;
linguagem;
cultura;
magia.
translation;
equivalence;
language;
culture;
magic.
Data do documento: 13-Jul-2026
Editor: Universidade federal do maranhão
Resumo: RESUMO Este trabalho investiga quais teorias ou paradigmas da tradução estão presentes na fantasia histórica Babel, or the Necessity of Violence, de R. F. Kuang, analisando de que modo conceitos como equivalência, intraduzibilidade, distorção, domesticação e estrangeirização contribuem para a construção do sistema de magia do romance e para a caracterização dos personagens enquanto tradutores no contexto acadêmico e colonial de Babel. A fundamentação teórica apoia-se principalmente em Pym (2017), em diálogo com autores como Nida (1964), Vinay e Darbelnet (1958 apud PYM, 2017), Vermeer e Reiss (1984), Venuti (1995) e Barbosa (1990). Metodologicamente, é uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e explicativa, baseada na análise interpretativa de trechos do romance nos quais a tradução aparece como prática técnica, elemento mágico e instrumento ideológico. A análise sugere que Kuang mobiliza paradigmas tradutórios para evidenciar a impossibilidade da equivalência perfeita e para representar a tradução como prática atravessada por escolhas, perdas semânticas, disputas culturais e relações de poder e que não cabe no processo de traduzir, a adoção de modelos prescritivos, uma vez que é demonstrado, nas discussões dentro da narrativa, as nuances que tornam a tradução imperfeita bem como sua realização. ABSTRACT This study investigates which theories or paradigms of translation are present in R. F. Kuang’s historical fantasy Babel, or the Necessity of Violence, analyzing how concepts such as equivalence, untranslatability, distortion, domestication, and foreignization contribute to the construction of the novel’s magical system and to the characterization of its protagonists as translators within Babel’s academic and colonial context. The theoretical framework relies primarily on Pym (2017), in dialogue with scholars such as Nida (1964), Vinay and Darbelnet (1958 apud Pym, 2017), Vermeer and Reiss (1984), Venuti (1995), and Barbosa (1990). Methodologically, the research is bibliographic, qualitative, and explanatory, based on the interpretive analysis of passages in which translation emerges as a technical practice, a magical element, and an ideological instrument. The analysis suggests that Kuang mobilizes translation paradigms to underscore the impossibility of perfect equivalence and to represent translation as a practice shaped by choices, semantic losses, cultural disputes, and power relations. It further argues that prescriptive models are inadequate to the act of translating, since the narrative itself demonstrates the nuances that render translation imperfect as well as its contingent realization.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10813
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