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http://hdl.handle.net/123456789/8699
Título: | EFETIVIDADE DO DIREITO À INTIMIDADE NA VIDA PRIVADA DOS CIDADÃOS BRASILEIROS NO PANORAMA DA PANDEMIA DO COVID-19 |
Título(s) alternativo(s): | EFFECTIVENESS OF THE RIGHT TO PRIVACY IN THE PRIVATE LIVES OF BRAZILIAN CITIZENS IN THE COVID-19 PANDEMIC SCENARIO |
Autor(es): | SANTOS, Amailton Rocha |
Palavras-chave: | Direito à Intimidade; Estado de Calamidade; Dados Sensíveis; Medida Provisória 954/2020; COVID-19 Right to Intimacy; Calamity State; Sensetive Data; Provisional Measure nº 954/2020; COVID-19 |
Data do documento: | 7-Mar-2022 |
Editor: | UFMA |
Resumo: | A discussão inicial gira em torno do direito à intimidade dos cidadãos brasileiros com advento da crise no ramo da saúde acerca da Pandemia do Coronavírus (COVID-19) e a criação da Medida Provisória 954/2020, pois, até que ponto os dispositivos legais foram respeitados ou pré-questionados para que ocorressem a proteção desses preceitos fundamentais. De tal modo, nos deparamos com uma colisão de direitos fundamentais contendo o Direito à Intimidade da vida privada e o acesso às informações, e do outro lado, o dever do Estado de proteger os cidadãos da grande pandemia que assola o país. Em virtude disso, busca-se analisar a aplicabilidade do direito fundamental assegurado pela Constituição Federal de 1988 (CRFB/88) do direito à intimidade de dados e informações relativa à vida privada dos cidadãos brasileiros no panoroma do vírus da Coronavírus (COVID-19). O Estado tem o dever de proteger o cidadão brasileiro da crise do SARS-CoV-2 que causa a doença do COVID-19, assegurando o direito à saúde conforme está previsto no art. 196 da CRFB/88, sendo direito de todos e dever do Estado, além disso, buscar medidas para reduzir os riscos da doença e o acesso universal igualitário. Todavia, dentro do Estado de Exceção ocorre a dificuldade na aplicabilidade do direito à intimidade dos cidadãos brasileiros. Concomitante a isso, a Medida Provisória n. 954/2020 assegurava o compartilhamento de dados de empresas telecomunicações prestadoras de Serviços Telefônico Fixo Comutado (STFC) e de Serviço Móvel Pessoal (SMP) para a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), forneceria assim relação dos nomes, números de telefones e os endereços residenciais dos cidadãos brasileiros, que seria vigente durante todo o Estado de Calamidade Pública. Fica evidente a transgressão ao Direito à intimidade dos cidadãos brasileiros em virtude de não ter ocorrido o resguardado do sigilo de dados desses indivíduos. A proteção constitucional garantida no art. 5°, inciso X, garante que é inviolável a intimidade e a vida privada, logo em diante, no art. 5°, inciso XII, a Constituição Federal de 1988 também garantiu a inviolabilidade do sigilo de dados das comunicações telefônicas, de correspondências e das comunicações telegráficas, que são conhecidos como dados sensíveis. Além do mais, essa dissertação tem uma abordagem qualitativa, e envolve levantamento bibliográfico, estudo da Medida Provisória 954/2020, análise do Decreto n. 6/2020, o esclarecimento do direito à intimidade consagrado pelo Constituinte Originário na Constituição Federal de 1988 e uma pesquisa bibliográfica acerca do estado de calamidade pública. Fica evidente, portanto que, a efetividade do direito à intimidade e a vida privada dos cidadãos brasileiros trouxe embate com o direito à saúde, a colisão desses direitos fundamentais deixa-nos claros que nenhum direito é absoluto, e que os preceitos fundamentais independente do estado de calamidade que esteja assolando o país devem ser respeitado, a vida secreta e a intimidade desses indivíduos que estão intrinsecamente interligados. |
Descrição: | The initial discussion revolves around the right to intimacy of brazilian citizens with the advent of the crisis in the health sector about the Coronavirus Pandemic (COVID-19) and the creation of Provisional Measure 954/2020, because, these fundamental rights were respected or questioned for this protection to occur. In this way, we have collision of fundamental rights including Intimacy Law of privacy life and the access information, otherside, the State must to protect the citizens from the big pandemic that devastate the country. Due to this, seeks analyze the application the fundamental rights granted by the Federal Constitution of 1988 (CF/88) about right to intimacy of date and information related to the private life the brazilian citizens in the contexto of the Coronavirus (COVID-19) virus. The Country has a obligation to protect brazilian citizens from the SARS-CoV-2 crisis that causes the COVID-19 disease, ensuring the right to health according to article 196 of the Federal Constitutional (CF/88), being everyone's right and the State's duty, in addition, to seek measures to reduce the risks of disease and the equal universal access. However, within the Exception State there is a difficulty in the application the those rights to intimacy of brazilian citizens. In addition, the Provisional Measure nº 954/2020 ensures the sharing of data from telecommunications companies providing Fixed Commuted Telephone Services (STFC) and Personal Mobile Service (SMP) to the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), thus providing a list of names, telephone numbers and the residential addresses of brazilian citizens, which would be in effect throughout the Public Calamity State, which would be in effect throughout the Public Calamity State. Therefore, the violation of the right to intimacy of brazilian citizens is evidente due to the fact that the confidentiality of these individuals data has not been safeguarded. The constitutional protection granted in article 5, incised X, ensures that intimacy and private life are inviolable, soon on, in article 5, incised XII, the Federal Constitutional of 1988 also ensured the inviolability of data confidentiality of telephone communications, correspondence and telegraphics communications, which área know as sensitive data. In addition, this dissertation has a qualitative approach, and involves bibliographic survey, study of Provisional Measure nº 954/2020, analysis of Decree nº 6/2020, the explanation to right to intimacy enshrined by the Original Constituent in the Federal Constitution of 1988 and a bibliographical research about the public calamity state. As a result, the effectiveness of the riht to intimacy and th private life of brazilian citizens brought a clash wiht the right to health, the collision of these fundamental rights makes it clear that no right is absolute, and that the fundamental precepts regardless of the state of calamity that is ravaging the country must be respected, the secret life and intimacy of these indivoduals who are intrisically interwined. |
URI: | http://hdl.handle.net/123456789/8699 |
Aparece nas coleções: | TCC de Graduação em Direito do Campus de Imperatriz |
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