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http://hdl.handle.net/123456789/8738
Título: | A liberdade transcendental na terceira antinomia da crítica da razão pura de Kant |
Título(s) alternativo(s): | Transcendental freedom in the third antinomy of Kant's critique of pure reason |
Autor(es): | NEVES, Gregory Ferreira |
Palavras-chave: | liberdade transcendental; dialética; antinomia; Kant; transcendental freedom; dialectic; antinomy; Kant. |
Data do documento: | 24-Set-2024 |
Editor: | Universidade Federal do Maranhão |
Resumo: | RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo tratar da liberdade transcendental na terceira antinomia da Crítica da razão pura de Kant. A liberdade transcendental é um conceito fundamental na filosofia kantiana, visto que, através dela, pensa-se o mundo por lentes diferentes das usadas pelo mecanicismo, como também se modifica a perspectiva de uma metafísica dogmática para uma metafísica crítica. Para tanto, primeiramente, estabeleceremos, de forma breve, os limites do conhecimento postos pela Estética e a Analítica transcendental, e em seguida, trataremos da Dialética transcendental, mais especificamente da terceira antinomia da razão, onde Kant expõe a ideia de liberdade. As antinomias são a razão agindo de forma dialética entre teses e antíteses, sem poder comprovar sua veracidade ou falsidade. Na terceira antinomia, foco deste trabalho, a liberdade surge como uma espontaneidade absoluta com o interesse de iniciar uma série incondicionada na relação causal em acordo com a causalidade fenomênica. Como Kant delimitou o conhecimento apenas ao que pode ser concebido pelo entendimento, e a ideia de liberdade é algo fora dos limites de toda experiência possível, à primeira vista, tem-se a impossibilidade de seu acordo com as leis impostas pelo mundo dos sentidos. Kant analisa a liberdade de modo exaustivo para entender de onde ela se origina, e quais são suas possíveis possibilidades em acordo com o mundo das leis naturais, chegando à conclusão de que sua causalidade, enquanto ação, não prejudica as leis impostas pela determinação da natureza. A liberdade é, enquanto ação, totalmente espontânea e seu efeito no mundo das representações não fere em nada o andamento das leis empíricas. Desse modo, a liberdade pode servir de causa primeira incondicionada a uma série de efeitos no mundo dos sentidos, como nos propomos a demonstrar. |
Descrição: | ABSTRACT: This paper aims to address transcendental freedom in the third antinomy of Kant's Critique of Pure Reason. Transcendental freedom is a fundamental concept in Kantian philosophy, since it allows us to think about the world through different lenses than those used by mechanicism, and also changes the perspective from a dogmatic metaphysics to a critical metaphysics. To this end, we will first briefly establish the limits of knowledge set by Aesthetics and Transcendental Analytics, and then we will address Transcendental Dialectics, more specifically the third antinomy of reason, where Kant exposes the idea of freedom. Antinomies are reason acting dialectically between theses and antitheses, without being able to prove their truth or falsity. In the third antinomy, the focus of this paper, freedom emerges as an absolute spontaneity with the interest of initiating an unconditioned series in the causal relationship in accordance with phenomenal causality. Since Kant limited knowledge to what can be conceived by the understanding, and the idea of freedom is something outside the limits of all possible experience, at first glance, it seems impossible for it to agree with the laws imposed by the world of the senses. Kant analyzes freedom exhaustively to understand where it originates and what its possible possibilities are in agreement with the world of natural laws, reaching the conclusion that its causality, as an action, does not harm the laws imposed by the determination of nature. Freedom is, as an action, completely spontaneous and its effect on the world of representations does not in any way harm the progress of empirical laws. In this way, freedom can serve as the unconditional first cause of a series of effects in the world of the senses, as we propose to demonstrate. |
URI: | http://hdl.handle.net/123456789/8738 |
Aparece nas coleções: | TCCs de Graduação em Filosofia do Campus do Bacanga |
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