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http://hdl.handle.net/123456789/8743
Título: | Rousseau e a crítica social: uma leitura do discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens |
Título(s) alternativo(s): | Rousseau and social criticism: a reading of discourse on the origin and foundations of inequality between men |
Autor(es): | SILVA, Roberto Alves da |
Palavras-chave: | crítica social; Rousseau; desigualdade entre os homens; social criticism; Rousseau; inequality among men. |
Data do documento: | 12-Set-2024 |
Editor: | Universidade Federal do Maranhão |
Resumo: | RESUMO: Esta monografia analisa a crítica social presente na obra Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens (também conhecida como Segundo Discurso), de Jean-Jacques Rousseau, para identificar os elementos apontados como responsáveis pela decadência do homem com o desenvolvimento da sociedade civil, diante do progresso científico e da técnica, tão cultuados na modernidade. A filosofia de Rousseau remonta ao movimento iluminista predominante nos séculos XVII e XVIII, difundido na Europa e que buscou a consolidação do conhecimento centrado na razão e a crença na racionalidade humana para promover o progresso dos homens, em termos materiais e morais. De forma contrária, Rousseau desenvolveu a tese de que a razão e as leis não levam o homem ao progresso, mas conduzem a degradação de seu estado natural, caracterizando uma crítica social. Essa tese foi defendida no seu Segundo Discurso, no ano de 1754, em resposta a um concurso da Academia de Dijon, contendo elementos críticos às estruturas sociais vigentes. A monografia apresenta três capítulos principais, sendo o primeiro dedicado ao contexto e à origem da obra estudada, no qual são analisados: o iluminismo como movimento de valorização da racionalidade humana rumo ao progresso, o contexto sociopolítico de enfraquecimento das estruturas feudais com o predomínio de elementos da modernidade, o contrato como novo modelo interpretativo de sociedade e as circunstâncias de elaboração da obra, incluindo como Rousseau encontrava-se na contramão dos filósofos de sua época e das ideologias iluministas, por criticar o progresso humano. No capítulo seguinte, será realizada a análise da primeira parte da obra, cujo ponto central consiste na teoria hipotética desenvolvida por Rousseau para tratar sobre o estado natural. Nesta primeira parte do Segundo Discurso, Rousseau buscou isolar no homem tudo o que de social existe nele, para descrever o estado natural, visando identificar hipoteticamente como o homem poderia ser em seu estado puro, em uma época anterior a qualquer corrupção. Ao caracterizar o homem em seu estado natural, Rousseau buscou identificar como a desigualdade não tem fundamentos naturais, mas é resultado de um progresso social. O último capítulo principal da monografia apresenta um estudo sobre a segunda parte do Segundo Discurso, no qual Rousseau aponta como a propriedade é o elemento central da formação da sociedade civil, como a propriedade levou à formação das famílias e as consequências das associações humanas, como os homens passaram a depender uns dos outros para atender às suas necessidades e se organizaram em torno da agricultura e metalurgia. E ainda, como a herança, a magistratura e o despotismo apresentam-se como fontes de desigualdades. Rousseau buscou identificar como os homens constituíram o estado social numa ideia de evolução do mais simples (homem) ao mais complexo (sociedade), no intuito de que se perceba o quanto degeneramos. |
Descrição: | ABSTRACT: This monograph analyzes the social critique present in the work Discourse on the Origin and Foundations of Inequality Among Men (also known as Second Discourse), by Jean-Jacques Rousseau, to identify the elements considered responsible for the decline of man with the development of civil society, in the face of scientific and technological progress, so highly revered in modernity. Rousseau's philosophy dates back to the Enlightenment movement predominant in the 17th and 18th centuries, spread throughout Europe and which sought to consolidate knowledge centered on reason and the belief in human rationality to promote human progress, in material and moral terms. Conversely, Rousseau developed the thesis that reason and laws do not lead man to progress, but rather lead to the degradation of his natural state, characterizing a social critique. This thesis was defended in his Second Discourse, in 1754, in response to a competition of the Dijon Academy, containing elements critical of the current social structures. The monograph presents three main chapters, the first being dedicated to the context and origin of the work studied, in which the following are analyzed: the Enlightenment as a movement that values human rationality towards progress, the sociopolitical context of the weakening of feudal structures with the predominance of elements of modernity, the contract as a new interpretative model of society and the circumstances in which the work was written, including how Rousseau found himself going against the grain of the philosophers of his time and the Enlightenment ideologies, by criticizing human progress. The following chapter will analyze the first part of the work, the central point of which is the hypothetical theory developed by Rousseau to address the natural state. In this first part of the Second Discourse, Rousseau sought to isolate in man everything that is social in him, to describe the natural state, aiming to hypothetically identify what man could be like in his pure state, in a time before any corruption. By characterizing man in his natural state, Rousseau sought to identify how inequality does not have natural foundations, but is the result of social progress. The last main chapter of the monograph presents a study of the second part of the Second Discourse, in which Rousseau points out how property is the central element in the formation of civil society, how property led to the formation of families and the consequences of human associations, how men came to depend on each other to meet their needs and organized themselves around agriculture and metallurgy. And also, how inheritance, the judiciary and despotism are presented as sources of inequality. Rousseau sought to identify how men constituted the social state in an idea of evolution from the simplest (man) to the most complex (society), with the aim of realizing how much we have degenerated. |
URI: | http://hdl.handle.net/123456789/8743 |
Aparece nas coleções: | TCCs de Graduação em Filosofia do Campus do Bacanga |
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