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http://hdl.handle.net/123456789/8983
Título: | Mortalidade por diabetes mellitus no Maranhão no período de 2013 a 2022 |
Título(s) alternativo(s): | Mortality from diabetes mellitus in Maranhão from 2013 to 2022 |
Autor(es): | RODRIGUES, Camila Tácila da Silva |
Palavras-chave: | Perfil de Saúde. Mortalidade. Sistema de Informação Em Saúde. |
Data do documento: | 14-Dez-2024 |
Editor: | Universidade Federal do Maranhão |
Resumo: | Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é um conjunto de distúrbios metabólicos que se caracteriza pela hiperglicemia, decorrentes de problemas na secreção ou ação da insulina. Os principais sintomas incluem poliúria, polidipsia, polifagia, fadiga e infecções recorrentes. O DM é classificado em tipo 1 ou autoimune (comum em crianças e jovens), tipo 2 (mais prevalente, ligado à resistência à insulina e sobrepeso), gestacional e outros tipos específicos. Globalmente, a prevalência do DM tem aumentado, com 463 milhões de casos em 2019 e aproximadamente 14,3 milhões no Brasil. Esse crescimento pressiona os sistemas de saúde e gera altos custos, principalmente nos Estados Unidos, China e Brasil. Muitos indivíduos não têm consciência da doença, o que, junto com o atraso no diagnóstico, contribui para complicações graves e alta mortalidade, sendo o DM a quarta principal causa de morte no Brasil. Objetivo: Analisar os óbitos por Diabetes Mellitus no estado do Maranhão, no período de 2013 a 2022. Metodologia: Estudo transversal, quantitativo e descritivo sobre os óbitos por DM no Maranhão, com dados do Sistema de Informações de Mortalidade. As variáveis analisadas foram: faixa etária, sexo, estado civil, escolaridade, cor/raça, local de ocorrência e município, abrangendo todos os óbitos registrados (códigos E10 a E14 da CID-10). Os dados foram tabulados no Microsoft Excel e um mapa temático foi criado para visualizar a distribuição dos óbitos por município, utilizando georreferenciamento com o software QGis. Resultados: Entre 2013 e 2022, o Maranhão registrou 25.306 óbitos por DM, com uma média anual de 2.530,6 casos. Observou-se crescimento gradual das mortes até 2020, quando houve clímax da curva epidemiológica, seguido por uma queda em 2021 e 2022. As óbitos ocorreram, predominantemente, em mulheres (51,77%), acima de 60 anos (80,49%), analfabetas (41,98%) e casadas (39,69%), ocorrendo em majoritariamente em ambiente hospitalar (57,80%). Observou-se uma quantidade significativa de dados ignorados nas variáveis de estado civil e escolaridade. Todos os municípios notificaram óbitos por DM, sendo Bernardo do Mearim e Marajá do Sena as cidades com menores quantitativos (6 casos cada), enquanto São Luís e Imperatriz apresentaram os maiores, com 3.533 e 1.312 óbitos, respectivamente. Conclusão: O estudo sobre a mortalidade por DM no Maranhão entre 2013 e 2022 revelou que essa condição é um grave problema de saúde pública, com um aumento significativo nos óbitos. A maioria das vítimas foram mulheres, acima de 60 anos, com baixa escolaridade e pardas, com os óbitos ocorrendo predominantemente em hospitais. A prevalência do DM foi maior em municípios com alta densidade demográfica. Os resultados têm importantes implicações para políticas públicas, destacando a necessidade de intervenções urgentes, como campanhas de prevenção e educação em saúde. A pesquisa pode também orientar a alocação de recursos, priorizando áreas que necessitam de atenção especial. Além disso, identificar o perfil das vítimas ajuda a combater desigualdades no acesso a cuidados, promovendo diagnósticos precoces e melhor controle da doença. Assim, o conhecimento epidemiológico é crucial para reduzir a carga da doença e melhorar a qualidade de vida dos afetados. |
Descrição: | Introduction: Diabetes Mellitus (DM) is a set of metabolic disorders characterized by hyperglycemia, resulting from problems in the secretion or action of insulin. The main symptoms include polyuria, polydipsia, polyphagia, fatigue, and recurrent infections. DM is classified as type 1 or autoimmune (common in children and young people), type 2 (more prevalent, linked to insulin resistance and overweight), gestational, and other specific types. Globally, the prevalence of DM has increased, with 463 million cases in 2019 and approximately 14.3 million in Brazil. This growth puts pressure on health systems and generates high costs, especially in the United States, China, and Brazil. Many individuals are unaware of the disease, which, together with delayed diagnosis, contributes to serious complications and high mortality, with DM being the fourth leading cause of death in Brazil. Objective: To analyze deaths from Diabetes Mellitus in the state of Maranhão, from 2013 to 2022. Methodology: Cross-sectional, quantitative and descriptive study on deaths from DM in Maranhão, with data from the Mortality Information System. The variables analyzed were age group, sex, marital status, education, color/race, place of occurrence and municipality, covering all registered deaths (ICD-10 codes E10 to E14). The data were tabulated in Microsoft Excel and a thematic map was created to visualize the distribution of deaths by municipality, using georeferencing with the QGis software. Results: Between 2013 and 2022, Maranhão registered 25,306 deaths from DM, with an annual average of 2,530.6 cases. There was a gradual increase in deaths until 2020, when the epidemiological curve reached its peak, followed by a decrease in 2021 and 2022. Deaths occurred predominantly in women (51.77%), over 60 years of age (80.49%), illiterate (41.98%), and married (39.69%), occurring mostly in hospital settings (57.80%). A significant amount of ignored data was observed in the variables of marital status and education. All municipalities reported deaths from DM, with Bernardo do Mearim and Marajá do Sena being the cities with the lowest numbers (6 cases each), while São Luís and Imperatriz had the highest, with 3,533 and 1,312 deaths, respectively. Conclusion: The study on mortality from DM in Maranhão between 2013 and 2022 revealed that this condition is a serious public health problem, with a significant increase in deaths. Most victims were women, over 60 years old, with low levels of education and of mixed race, and deaths occurred predominantly in hospitals. The prevalence of DM was higher in municipalities with high population density. The results have important implications for public policies, highlighting the need for urgent interventions, such as prevention campaigns and health education. The research can also guide the allocation of resources, prioritizing areas that require special attention. Furthermore, identifying the profile of victims helps to combat inequalities in access to care, promoting early diagnosis and better control of the disease. Thus, epidemiological knowledge is crucial to reduce the burden of the disease and improve the quality of life of those affected. |
URI: | http://hdl.handle.net/123456789/8983 |
Aparece nas coleções: | TCCs do Curso de Graduação em Enfermagem do Campus de Pinheiro |
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CAMILATÁCILADASILVARODRIGUES.pdf | Trabalho de Conclusão de Curso | 1,03 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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