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http://hdl.handle.net/123456789/8986
Título: | Processo de morte e morrer na unidade de terapia intensiva: aspectos emocionais dos profissionais de enfermagem |
Título(s) alternativo(s): | Death and dying process in the intensive care unit: emotional aspects of nursing professionals |
Autor(es): | OLIVEIRA, Dayane Pereira de |
Palavras-chave: | Unidades de terapia intensiva; enfermagem; morte. Intensive Care Unit; Nursing; Death. |
Data do documento: | 18-Dez-2024 |
Editor: | Universidade Federal do Maranhão |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A morte é um evento natural, irreversível e complexo, com significados variados na ciência, religião e cultura. Estudada pela Tanatologia, abrange fenômenos como o luto, que pode ser normal, antecipatório ou complicado, influenciando saúde mental. Elisabeth Kübler-Ross definiu cinco estágios do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação, mas essas fases não seguem um padrão rígido. Na saúde, a morte é tabu, afetando profissionais e pacientes, com impacto emocional elevado. O ambiente da UTI, exigente e desafiador, destaca a necessidade de humanização e mudanças curriculares para melhor abordar a morte e o morrer. OBJETIVO: Descrever junto a literatura evidências acerca das emoções e/ou sentimentos despertos e dificuldades entre profissionais de enfermagem ao lidar com o processo de morte e o morrer. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, descritiva e com abordagem qualitativa, utilizando as bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde BIREME, PubMed/Medline, Scientific Electronic Library Online (SciElo), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados em Enfermagem (BDEnf), no período de 2014 a 2024. Foram selecionados os termos de busca indexados aos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH), sendo eles: "Unidades de Terapia Intensiva" AND "Enfermagem" AND "Morte". Tendo-se como critérios de inclusão: artigos que abordem o processo de morte e morrer na Unidade de Terapia Intensiva, disponíveis na íntegra e com acesso livre no idioma português, as pesquisas quantitativas e/ou qualitativas que abordem a com recorte temporal de 2014 a 2024. Foram excluídos os artigos duplicados nas bases de dados e estudos de outras áreas de conhecimento. RESULTADOS: Foram encontrados 955 artigos nas bases de dados relacionados ao tema e 11 foram selecionados para compor esta revisão, onde foi possível elencar os aspectos emocionais dos profissionais de enfermagem no processo de morte e morrer na unidade de terapia intensiva. Ademais, como forma de melhor compreensão, e com base em uma análise detalhada e aprofundada dos artigos selecionados, optou-se por organizar as produções científicas e discutir os resultados em eixos, conforme categoria temática, sendo elas: “Tipos de morte que mais causam impacto nos profissionais.”, “A (in)existência de preparo durante a graduação” e “Estratégias de enfrentamento utilizadas pelos profissionais de enfermagem para lidar com a morte”. CONCLUSÃO: Os achados destacaram do estudo mostra que mortes de crianças, jovens e inesperadas causam sofrimento profundo em enfermeiros, por falta de preparo e impotência. A graduação não prepara adequadamente para lidar com a morte, aumentando o estresse. Colegas, autocuidado, religiosidade e distanciamento são estratégias de enfrentamento, mas são insuficientes. É preciso uma capacitação contínua, apoio psicológico e espaços para discussão. Promovendo assim um ambiente de trabalho que valorize a saúde mental e o bem-estar dos profissionais podendo não apenas melhorar o cuidado aos pacientes, mas também contribuir para a qualidade de vida e satisfação profissional dos enfermeiros que atuam na UTI. |
Descrição: | INTRODUCTION: Death is a natural, irreversible and complex event, with varied meanings in science, religion and culture. Studied by Thanatology, it encompasses phenomena such as mourning, which can be normal, anticipatory or complicated, influencing mental health. Elisabeth Kübler-Ross defined five stages of mourning: denial, anger, bargaining, depression and acceptance, but these phases do not follow a rigid pattern. In health, death is taboo, affecting professionals and patients, with a high emotional impact. The demanding and challenging ICU environment highlights the need for humanization and curricular changes to better address death and dying. OBJECTIVE: To describe, together with the literature, evidence about the emotions and/or feelings awakened and difficulties among nursing professionals when dealing with the process of death and dying. METHODOLOGY: This is an integrative literature review, descriptive and with a qualitative approach, using the following databases: Virtual Health Library BIREME, PubMed/Medline, Scientific Electronic Library Online (SciElo), Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS) and Nursing Database (BDEnf), from 2014 to 2024. The search terms indexed to the Health Science Descriptors (DeCS) and Medical Subject Headings (MeSH) were selected, namely: "Intensive Care Units" AND "Nursing" AND "Death". The inclusion criteria were: articles that address the process of death and dying in the Intensive Care Unit, available in full and with free access in Portuguese, quantitative and/or qualitative research that addresses the time frame from 2014 to 2024. Duplicate articles in the databases and studies from other areas of knowledge were excluded. RESULTS: A total of 955 articles related to the topic were found in the databases and 11 were selected to compose this review, where it was possible to list the emotional aspects of nursing professionals in the process of death and dying in the intensive care unit. Furthermore, in order to better understand, and based on a detailed and in-depth analysis of the selected articles, it was decided to organize the scientific productions and discuss the results in axes, according to thematic category, namely: “Types of death that most impact professionals”, “The (in)existence of preparation during graduation” and “Coping strategies used by nursing professionals to deal with death”. CONCLUSION: The findings highlighted in the study show that deaths of children, young people and unexpected deaths cause deep suffering in nurses, due to lack of preparation and helplessness. Undergraduate education does not adequately prepare nurses to deal with death, increasing stress. Colleagues, self-care, religiosity and distancing are coping strategies, but they are insufficient. Continuous training, psychological support and spaces for discussion are necessary. In conclusion, promoting a work environment that values the mental health and well-being of professionals can not only improve patient care, but also contribute to the quality of life and professional satisfaction of nurses working in the ICU. |
URI: | http://hdl.handle.net/123456789/8986 |
Aparece nas coleções: | TCCs do Curso de Graduação em Enfermagem do Campus de Pinheiro |
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DAYANEPEREIRADEOLIVEIRA.pdf | Trabalho de Conclusão de Curso | 757,71 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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