Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/9002
Título: Percepção de mulheres que convivem com HIV: diagnóstico, tratamento e aspectos reprodutivos
Título(s) alternativo(s): Perception of women living with HIV: diagnosis, treatment and reproductive aspects
Autor(es): SILVA, Maria Indila Silva e
Palavras-chave: Síndrome de Imunodeficiência Adquirida;
soroprevalência de HIV;
qualidade de vida;
saúde da mulher.
acquired Immune deficiency syndrome; ,
HIV seroprevalence;
quality of life
women's health.
Data do documento: 28-Out-2024
Editor: Universidade Federal do Maranhão
Resumo: RESUMO Introdução: O diagnóstico de HIV/AIDS implica mudanças significativas na vida dos afetados, desencadeando emoções negativas como medo, tristeza e vergonha. Esta pesquisa tem como objetivo conhecer a percepção de mulheres que convivem com HIV/AIDS referente ao diagnóstico, tratamento e aspectos reprodutivos. Método: Pesquisa de abordagem qualitativa, parte do projeto "Qualidade de Vida e Percepção de Pessoas Portadoras de HIV/AIDS". Conduzida no Centro de Testagem e Aconselhamento em Pinheiro, MA, com mulheres de 18 anos ou mais, diagnosticadas com HIV/AIDS há pelo menos seis meses e que realizam tratamento e acompanhamento clínico no local do estudo. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista semiestruturada, com perguntas abertas e fechadas. As falas foram gravadas e transcritas na íntegra. Utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin (2011) para interpretar os dados. Seguiu a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HUUFMA (parecer no 5.100.763, CAAE: 50868221.8.0000.5086). As participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e a Declaração de Participação. Resultados: A pesquisa contou com a participação de 30 mulheres, com idades entre 23 e 65 anos, sendo 20 delas predominantemente pardas. Em relação ao nível de escolaridade, 14 possuíam o ensino fundamental incompleto. Quanto ao estado civil, 14 estavam solteiras na época da pesquisa. A maioria, 29 participantes, se identificava como heterossexual. Em termos de ocupação, 13 eram lavradoras e 10 pescadoras. No aspecto religioso, 15 participantes eram católicas. Em relação à renda, 14 não possuíam nenhuma fonte de renda e 14 ganhavam até um salário mínimo. Da análise das falas emergiram três categorias: 1) O impacto inicial ao receber o diagnóstico de HIV e seus efeitos a longo prazo; 2) Vivenciando o tratamento de HIV: impactos na qualidade de vida; 3) Percepções sobre expectativas em relação aos aspectos reprodutivos. A pesquisa evidenciou que mulheres com HIV enfrentam estigma, preconceito e discriminação, dificultando revelar o diagnóstico. Além dos desafios físicos, o HIV impacta na saúde emocional, social e psicológica. O sigilo sobre o status sorológico é comum devido ao estigma e à falta de suporte emocional. A terapia antirretroviral é essencial para enfrentar a doença. O apoio familiar, social e espiritual é vital, mas sua falta pode resultar em menor adesão ao tratamento e sintomas depressivos. Muitas desejam ser mães, mas o medo da transmissão e a impossibilidade de amamentar são desafios emocionais. As orientações sobre métodos anticoncepcionais se limitam ao uso de preservativos masculinos. Conclusão: O diagnóstico de HIV/AIDS desencadeia intensas reações emocionais, sociais e psicológicas, exacerbadas pelo estigma e discriminação. A adesão à Terapia Antirretroviral (TARV) promove esperança e otimismo nas pacientes em relação à infecção, sendo essencial o suporte contínuo das equipes de saúde. A infecção pelo HIV não diminui o desejo de ser mãe na maioria das mulheres, mas esse desejo é acompanhado por sentimentos de medo da transmissão e da impossibilidade de amamentar. O estudo destaca a importância de fornecer informações e acesso a informação completa sobre planejamento familiar e sexualidade, como métodos contraceptivos para assegurar a autonomia das mulheres na gestão da saúde reprodutiva.
Descrição: ABSTRACT Introduction:The diagnosis of HIV/AIDS implies significant changes in the lives of those affected, triggering negative emotions such as fear, sadness and shame. This research aims to understand the perception of women living with HIV/AIDS regarding diagnosis, treatment and reproductive aspects. Method: Cross-sectional and descriptive research with a qualitative approach, part of the "Quality of Life and Perception of People with HIV/AIDS" project. Conducted at the Testing and Counseling Center in Pinheiro, MA, with women aged 18 or over, diagnosed with HIV/AIDS for at least six months and undergoing treatment and clinical follow-up at the study site. Data collection occurred through semi-structured interviews, with open and closed questions. The speeches were recorded and transcribed in full. Bardin's content analysis (2011) was used to interpret the data. It followed Resolution 466/12 of the National Health Council, approved by the Research Ethics Committees of the HUUFMA (opinion no. 5.100.763, CAAE: 50868221.8.0000.5086). The participants signed the Free and Informed Consent Form and the Declaration of Participation. Results: The research involved the participation of 30 women, aged between 23 and 65 years old, 20 of whom were predominantly brown. Regarding education level, 14 had incomplete primary education. Regarding marital status, 14 were single at the time of the research. The majority, 29 participants, identified as heterosexual. In terms of occupation, 13 were farmers and 10 fisherwomen. In the religious aspect, 15 participants were Catholic. Regarding income, 14 had no source of income and 14 earned up to the minimum wage. Three categories emerged from the analysis: 1) The initial impact of receiving an HIV diagnosis and its long-term effects; 2) Experiencing HIV treatment: impacts on quality of life; 3) Perceptions about expectations regarding reproductive aspects. The research showed that women with HIV face stigma, prejudice and discrimination, making it difficult to reveal the diagnosis. In addition to physical challenges, HIV impacts emotional, social and psychological health. Secrecy about HIV status is common due to stigma and lack of emotional support. Antiretroviral therapy is essential to combat the disease. Family, social and spiritual support is vital, but its lack can result in reduced adherence to treatment and depressive symptoms. Many want to be mothers, but the fear of transmission and the inability to breastfeed are emotional challenges. Guidance on contraceptive methods is limited to the use of male condoms. Conclusion: The diagnosis of HIV/AIDS triggers intense emotional, social and psychological reactions, exacerbated by stigma and discrimination. Adherence to Antiretroviral Therapy (ART) promotes hope and optimism in patients regarding the infection, and continuous support from healthcare teams is essential. HIV infection does not diminish the desire to be a mother in most women, but this desire is accompanied by feelings of fear of transmission and the impossibility of breastfeeding. The study highlights the importance of providing information and access to complete information on family planning and sexuality, such as contraceptive methods to ensure women's autonomy in managing reproductive health.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/9002
Aparece nas coleções:TCCs do Curso de Graduação em Enfermagem do Campus de Pinheiro

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
MARIAINDILASILVAESILVA.pdfTrabalho de Conclusão de Curso204,1 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.