Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/10933
Título: GENTIOS, TAPUIAS E CABLOCOS: VISÕES DE INDÍGENAS NA IMPRENSA PARAENSE DO SÉCULO XIX
Título(s) alternativo(s): Gentiles, Tapuias, and Caboclos: Views of Indigenous People in the 19th-Century Pará Press
Autor(es): NASCIMENTO, Vitória Neres
Palavras-chave: Indígenas;
Indigenous peoples;
Mundos do trabalho;
Worlds of work;
Catequese;
Catechesis;
Amazônia oitocentista
19th-century Amazonia
Data do documento: 9-Jul-2026
Editor: UFMA
Resumo: O presente estudo é resultado do plano de trabalho PIBIC, bolsa FAPEMA (2024- 2025), vinculado ao Curso Interdisciplinar em Ciências Humanas – História, da Universidade Federal do Maranhão, Centro de Ciências de Codó. A pesquisa intitulada “Gentios, tapuias e caboclos: visões dos povos indígenas na imprensa paraense do século XIX” analisa as representações indígenas construídas pela imprensa oitocentista ao longo do século XIX. Possui como propósito fundamental aprofundar a compreensão dos diferentes vocabulários empregados para se referir aos povos originários, observando os contextos em que cada termo era utilizado, os quais resultavam na hierarquização desses sujeitos e os submetiam a processos de subalternização. O estudo foi desenvolvido a partir da consulta à Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, onde foram analisados os periódicos Treze de Maio (1845– 1861), Gazeta Oficial (1859–1860), Diário de Belém (1868–1889) e O Liberal do Pará (1869–1889). Para isso foram utilizadas palavras-chave nas pesquisas dos jornais, como ‘gentio’ e ‘tapuio’, ‘índios’, ‘selvagens’ e ‘bárbaros’, atentando aos sentidos atribuídos a essas categorias em contexto. Além disso, esta pesquisa integra os resultados do estudo anterior vinculado ao PIBIC (2023-2024) intitulada “Gentios, tapuias e caboclos: visões dos povos indígenas na imprensa Maranhense do século XIX” com os jornais Publicador Maranhense (1842-1885) e O Paiz (1863-1889), que abordou a mesma problemática sob a perspectiva da imprensa do Maranhão, possibilitando uma análise comparativa entre as duas províncias. A junção desses dois resultados ampliou a perspectiva interpretativa da pesquisa, evidenciando especificidades regionais associadas à prática do trabalho forçado, à escravização, à violência e a suposta “facilidade de manipulação” de alguns povos. Este estudo contribui para a compreensão da construção dos estigmas relacionados aos povos indígenas e o papel da imprensa na legitimação dessas práticas. A pesquisa ancorase teórica e metodologicamente nos autores: Weinstein (1993), Harris (2010), Cardoso (2018), Sampaio; Henrique (2009), Soares (2024), Wallace (2004), entre outros.
Descrição: This study is the result of a PIBIC work plan funded by a FAPEMA scholarship (2024–2025) and linked to the Interdisciplinary Program in Humanities—History at the Federal University of Maranhão (Codó Campus). The research, titled “Gentios, tapuias e caboclos: visões dos povos indígenas na imprensa paraense do século XIX” (Gentiles, Tapuias, and Caboclos: Views of Indigenous Peoples in the 19th-Century Pará Press), analyzes the representations of Indigenous peoples constructed by the press throughout the 19th century. Its fundamental purpose is to deepen the understanding of the various terms used to refer to these native peoples, examining the contexts in which each term was employed—contexts that resulted in the hierarchization of these individuals and subjected them to processes of subalternization. The study was conducted using the National Library’s Digital Newspaper Archive (*Hemeroteca Digital*), analyzing the periodicals *Treze de Maio* (1845–1861), *Gazeta Oficial* (1859–1860), *Diário de Belém* (1868–1889), and *O Liberal do Pará* (1869–1889). Searches within these newspapers utilized keywords such as *gentio*, *tapuio*, *índios* (Indians), *selvagens* (savages), and *bárbaros* (barbarians), while paying close attention to the meanings attributed to these categories within their specific contexts. Furthermore, this research integrates findings from a previous PIBIC study (2023–2024)—titled “Gentios, tapuias e caboclos: visões dos povos indígenas na imprensa Maranhense do século XIX” and covering the newspapers *Publicador Maranhense* (1842–1885) and *O Paiz* (1863–1889)—which addressed the same issue from the perspective of the Maranhão press, thereby enabling a comparative analysis between the two provinces. Combining these two results broadened the research's interpretive perspective, highlighting regional specificities associated with forced labor, enslavement, violence, and the alleged "ease of manipulation" of certain peoples. This study contributes to understanding the construction of stigmas surrounding Indigenous peoples and the press's role in legitimizing these practices. The research is theoretically and methodologically grounded in the work of authors such as Weinstein (1993), Harris (2010), Cardoso (2018), Sampaio and Henrique (2009), Soares (2024), and Wallace (2004), among others.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/10933
Aparece nas coleções:TCCs de Graduação em Ciências Humanas/História do Campus de Codó

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